quarta-feira, 6 de julho de 2011

Direto da Telona (e do Canadá): Lanterna Verde

UAU! Isso é muito legal! Esse é meu primeiro post aqui para a "Liga da Poltrona" direto do Canadá. Como no Brasil Lanterna Verde só será lançado em Agosto, posso afirmar que esse post tem uma certa "exclusividade"! Bem, vamos deixar assim ok? Ah! Vou tentar não colocar muitos spoilers, combinado?

Embora não seja versado em HQs e muito menos no Lanterna Verde (mesmo tendo a coleção completa de "A noite mais Densa" esperando em casa para ser lida!), isso não é problema para novatos como eu, pois o filme possui uma satisfatória (e chata) introdução sobre a história dos Lanternas Verdes!

Antes de continuar, lembro aos leitores que nosso amigo e um dos editores Juliano, conhecido na "Liga" como Cylon Thirteen, escreveu dois posts sobre "A Noite Mais Densa" - Que as Luzes do Espectro Iluminem o Lanterna Verde e  E a Noite Mais Densa Terminou...

Após um início com muitos efeitos especiais e um tanto confuso, encontramos nosso protagonista, Ryan Reynolds (hal Jordan), iniciando uma série de gracinhas e piadinhas que não causaram muitas risadas do público. Descobrimos que nosso herói - como todo herói - tem um ponto fraco: o medo! Medo que atrapalha a "eficiência" de um Lanterna Verde em combate. Esse medo está diretamente ligado ao passado do Hal Jordan e não falo mais nada sobre isso.

Como não poderia ser diferente, temos nossa mocinha da vez - a linda Blake Lively (Gossip Girl, Três Amigas e um Jeans Viajante), mas sinceramente - com uma atuação longe de ser boa.

Após nosso amigo Ryan/Hal ser escolhido pelo anel para ser o novo Lanterna Verde, a história se desenrola num ritmo arrastado, quase parando. Embora as cenas de treinamento tenham sido feitas para impressionar, devido ao "excesso" de computação gráfica, são apenas clichês. Confesso que o uniforme dos Lanternas ficou muito bacana!!

A história continua explicando por quê nosso vilão é mal, por quê nosso herói é bonzinho, os motivos do por quê o vilão quer destruir o mundo e como nosso herói vai salvá-lo. Desculpe-me os fãs... Tudo muito previsível... O filme não prende a atenção, as cenas de batalhas chegam ao ponto da completa inocência e o 3D é totalmente inócuo (não gaste alguns reais a mais para ver em 3D!).

"Nossa cara, o filme então é uma completa droga?" A resposta é não. Funciona como um bom entretenimento, ou como dizemos por aí, uma "boa sessão da tarde". Você poderá rir em alguns momentos e até achar interessante todos os efeitos especiais envolvidos. Mas a história, do jeito que está no video, não convence. Já vimos em outros ótimos filmes o quanto o medo interfere e ao mesmo tempo pode ser utilizado como um fator motivador para que o herói se revele com toda a força e poder que são esperados do herói, e apesar de gostar muito do Ryan Reynolds em comédias, fico a pensar que a escolha dele como protagonista não tenha sido correta, justamente por ele não transmitir toda a seriedade que uma Lanterna Verde deve repassar.

Vá ao cinema para curtir, aproveite para limpar a mente dos problemas do cotidiano e tenha duas boas horas de diversão. Mas tente levar um pouquinho de humor com você.

PS: Fica o pedido para nosso amigo Cylon Thirteen escrever seu parecer quando o filme sair no Brasil. É isso aí!


terça-feira, 5 de julho de 2011

Quem quer brincar com a Mulher-Gato?




Que BATMAN: ARKHAM ASYLUM é o melhor jogo de super-herói já feito não resta nenhuma dúvida (pelo menos para mim, rs). Arrisco-me a dizer que é o melhor jogo que já joguei no PS3 até o dia de hoje, mas aceito argumentos favoráveis à God of War 3, Uncharted 1 e 2 ou mesmo Heavy Rain.

Desde que finalizei o jogo e ouvi os rumores da possível continuação (insinuada já em um mapa escondido em uma sala secreta dentro do primeiro jogo) que aguardava ansioso. A cada nova notícia, a imaginação viajava longe, tentando pensar o que se passava na mente dos (brilhantes) roteiristas. O primeiro trailer já foi um arraso, com um simples diálogo entre o Coringa e a Arlequina, já em ARKHAM CITY.

Depois, seguiram-se os anúncios da aparição da Mulher-Gato, Duas Caras, do Pinguim. Por último, até o menino prodígio vai dar as caras, muito provavelmente como uma personagem DLC.
Mas a melhor de todas as notícias foi saber que teríamos mais um personagem jogável no game. E o melhor de tudo: esse personagem seria a própria Mulher-Gato. Um primeiro clipe mostrava os movimentos da gatuna, mas semana passada foi disponibilizado um vídeo de jogabilidade de deixar todos de queixos caídos. Confira:



Comentários? Diga-nos quais são as suas expectativas...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Como transformar um jogo em imortal




Acho que posso afirmar, sem medo de errar, que todas as pessoas que se interessam de alguma forma por games já ouviu falar alguma vez a frase GET OVER HERE. Sim, estou me referindo à Scorpion e seu golpe mais famoso em MORTAL KOMBAT. Pois bem, o último jogo da franquia surgiu com o intuito de dar fôlego às Crônicas de Raiden, Liu Kang e cia. E não é que conseguiu.


Procurando se afastar do caminho desastroso tomado, que fez com o jogo perdesse o interesse a cada nova versão, esse novo game possui um diferencial inusitado: a possibilidade de jogá-lo no formato história. E essa escolha se mostra extremamente acertada, para recordar nos mais antigos o que nos atraiu no jogo e criar nos mais novos certa cumplicidade com os personagens que torna o jogo muito mais do que uma série de lutas em que só queremos vencer para poder usar um novo FATALITY.


Não que isso também não seja um dos atrativos...


Mas além dos fatalities, nesse jogo temos algumas outras boas possibilidades: os X-RAYS! Após acumular uma barra de energia, se não for defendido, o seu personagem distribui golpes em camera lenta que visualizamos como se fossem num raio-X. São ossos que se quebram, vômitos no meio da tela e objetos pontiagudos perfurando o seu oponente no melhor estilo Mortal Kombat.



São muitos personagens: Baraka, Cyrax, Ermac, Jade, Jax, J. Cage, Kabal, Kano, Kitana, Kung Lao, Liu Kang, Mileena, Nightwolf, Noob Saibot, Quan Chi, Raiden, Reptile, Scorpion, Sektor, Shang Tsung, Sheeva, Sindel, Smoke, Sonya, Stryker e Sub-Zero. Como um plus (e que plus) Cyber Sub-Zero pode ser destravado durante o modo história, além de Skarlet e Kenshi como personagens DLC (para download). E os donos de PS3, amantes da série God of War, poderão se deliciar com Kratos entre os lutadores.
Achei muito legal poder aprender como cada personagem tomou a forma que possui, como por exemplo quando Jax perdeu os seus braços. Além disso, os cenários remetem aos primórdios, lá na primeira versão do jogo, que me lembro de jogar em um Pentium...


No modo combate, a diversão continua a mesma, sendo especialmente legal poder fazer torneios com amigos. A utilização dos golpes finalizadores continua muito legal. Diversão garantida! Não espere mais: vamos à luta...

ROUND 1... FIGHT!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O inverno está chegando...



A GUERRA DOS TRONOS (A Game of Thrones) é o primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor americano George R. R. Martin. A semelhança entre este e o autor de O Senhor dos Anéis não fica só no nome carregado de Rs. É um mundo fantástico, onde reis e rainhas, guerreiros e assassinos, e até até mesmo bastardos vivem um jogo de traição frequente, buscando sempre controlar o trono de ferro.

Oriundo da TV, o autor sempre ouvia dos produtores que seus roteiros eram muito "populados" e que exigiriam um grande aporte financeiro. Cansado de ter que enxugar seus textos, resolveu se dedicar aos livros, onde a imaginação pode fluir de forma mais livre. E a escolha se mostrou acertada.

Galgado na política entre as diversas casas, suas alianças e desavenças, grande parte deste primeiro livro é descrita em um mundo muito próximo do que foi a Idade Média Européia. Cavaleiros defendendo sua honra e a de seus lordes, donzelas em busca de bons casamentos delineiam grande parte da ação. O sobrenatural aparece quando se fala de um muro de gelo, famoso por separar o mundo "humano" do que é etéreo e inumano. É guardado por um bando de renegados, que aceitam o posto temeroso muitas vezes em troca de escaparem de alguma pena que receberam por seus crimes.

A escolha do autor por trabalhar diferentes personagens para narrar os acontecimentos de cada capítulo se mostra muito acertada e torna o livro extremamente atraente e a leitura fluída. Quando podemos visitar os pensamentos de cada personagem em separado, fica mais fácil de nos relacionarmos com os mesmos e, quase sempre, entender suas atitudes. Torcemos por nossos preferidos, mas não colocamos em suas testas definições do tipo "BOM" e "MAU".

Temos Eddard e sua honra, tentando tomar as melhores decisões como conselheiro do rei; Sansa e Arya, com objetivos de vida e visões de mundo bem diferentes; Catelyn, desteminda e, ao mesmo tempo, incapaz de perdoar o fruto de uma indiscrição de seu marido; Tyrion e sua inteligência aguçada; Jon, que com sua coragem tenta provar que é digno do pai que tem; Daenerys, obrigada a crescer em meio do desejo do irmão de retomar uma majestade perdida; Bran e sua visão de criança frente a um mundo de intrigas; todos, ao seu modo, ajudam a narrar os acontecimentos.

De forma bem intrincada, Martin sempre nos deixa com o gosto de quero mais ao final de cada capítulo. Queremos saber mais sobre aquele personagem, para no instante seguinte nos interessarmos por um novo ponto de vista da história.


A coleção ainda está em desenvolvimento, sendo que o quinto livro (de, possivelmente, 7) saiu a pouco tempo nos EUA. Vencedor de muitos prêmios, teve um seriado desenvolvido pela HBO, cuja primeira temporada acaba de terminar, já com a segunda garantida.

Não assisti muito do programa, que já é transmitido aqui no Brasil também, mas sendo uma produção HBO é difícil duvidar do bom gosto/desenvolvimento da série. Além disso, o grande elenco, capitaneado por Sean Bean (Boromir em Os Senhor dos Anéis) e Lena Headey (a mulher de Leônidas em 300), promete uma série à altura da literatura que a inspira.

Quanto ao livro, posso dizer que gostei muito do primeiro. Pretendo começar o segundo rapidamente e saber mais da história desse povo dos Sete Reinos.

Fica a dica da LIGA para todos os nossos leitores: não percam essas duas ótimas fontes de entretenimento.