segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um novo queridinho no Cinemão Americano


Apesar do título deste post indicar que um ator está se destacando no mercado cinematográfico americano, Ryan Gosling é um dos canadenses que se deram muito bem em Hollywood.


O ator de 31 anos começou cantando com sua irmã, e acabou entrando sozinho pro programa "O Clube do Mickey Mouse", e sendo colega de Justin Timberlake, Britney e Christina Aguilera. Mas ao contrário da maioria de seus colegas, ele resolveu ser ator, e enquanto os colegas emplacavam no mercado fonográfico, ele batalhava por um lugar ao sol no cinema.

Seu primeiro papel de destaque veio com o filme "Tolerância Zero" ("The Believer"), onde ele foi premiado em diversos festivais pelo papel baseado numa história real de um judeu que entrou pra intolerante Ku Klux Klan nos anos 60. Mas o grande público só veio a conhecê-lo, apesar de sua marcante presença no suspense "Cálculo Mortal" com Sandra Bullock, no sucesso romântico "Diário de Uma Paixão", onde ele ganhou status de galã.

Seu maior reconhecimento como ator veio em 2007 com uma indicação ao Oscar de melhor ator por "Half Nelson", mas ele também pôde ser visto em filmes elogiados como "Garota Ideal", "Um Crime de Mestre" e "Namorados para Sempre". Em 2011 ele esteve em filmes que a crítica cultuou como a comédia "Amor a Toda Prova" com Steve Carrell e Emma Stone e no aguardado thriller cult "Drive" que deve estrear por aqui dia 6 de janeiro. No post anterior escrevemos sobre "Tudo Pelo Poder", pelo qual ele é indicado neste ano ao Globo de Ouro de melhor ator dramático.

A escalada continua porque ele estará em "The Place Beyond The Pines" do mesmo diretor de "Namorados Para Sempre", "Gangstar Squad", ao lado de Sean Penn do mesmo diretor de "Zumbilândia", em "Only God Forgives", novo thriller do diretor de "Drive"e no misterioso projeto secretamente já filmado "Lawless" de Terrence Malick. Além dos vários boatos ainda não confirmados.

De alguma forma o ator parece fugir do óbvio comercial, o que o diferencia da maioria dos atores em ascensão. Bom pra nós que podemos assistir alguém que não queira ser apenas um astro.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo, filme novo?

Para o primeiro post de 2012 eu tinha algumas possibilidades, e as mais óbvias seriam uma retrospectiva do ano passado, como o feito no início de 2011, ou uma perspectiva deste ano. Afinal, ano novo, filme novo! Nem tanto. Assim como 2011, este ano parece ser o ano das continuações, adaptações, remakes e reciclagens.

No começo do mês me deparei com uma notícia curiosa, se trata da constatação de que filmes originais em Hollywood já nem são esperados. Durante uma entrevista, o ator Robin Williams foi questionado sobre seu retorno aos cinemas após a recuperação de uma cirurgia cardíaca e uma ótima temporada na Broadway. Os temas da entrevista foram sobre uma continuação para "Uma Babá Quase Perfeita" de 1993, que está difícil de se concretizar devido ao final do original, uma continuação do elogiado "Bom dia, Vietnã" chamado "Bom dia, Chicago" e uma mais provável continuação de "The Birdcage - A Gaiola das Loucas".
Feliz Ano Novo!

Em 2012 teremos entre outros, continuações de "Motoqueiro Fantasma", "Todo Mundo em Pânico", "Homens de Preto", "007" e o óbvio "Atividade Paranormal". E ainda teremos o reinício de "Homem Aranha". Adaptações de livros famosos como "Abraham Lincoln, Caçador de Vampiros", "Incrivelmente Alto, Extremamente Perto" e "Cloud Atlas". Reciclagens em 3D de "Titanic", "Star Wars" e "A Bela e A Fera". E refilmagens de "O Grande Gatsby" e "O Vingador do Futuro".

E se?....
Não que seja ruim toda esta falta de originalidade, pois a maioria das idéias reutilizadas tem apelo para reinterpretações e seus personagens novas explorações, mas com sorte teremos algo a nos surpreender, mas se em 2012 não tivermos mesmo o fim do mundo, nos anos seguintes a originalidade não será o caminho dos grandes estúdios.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel! 10 Anos!

O tempo realmente passa! A frase clichê que abre esse post, é válida nesse final de ano em que se completam 10 anos da chegada do primeiro capítulo da Trilogia "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, 2001). O filme estreou nos Estados Unidos em 19 de dezembro de 2001, mas só chegou em terras brazucas em 01 de janeiro de 2002! Nada mais justo que terminar esse ano lembrando desse clássico, mesmo porque, havia comentado no "twitter" que no dia de Natal iria assistir a versão estendida e veio à memória todos os acontecimentos da espera pela estréia!

O ano de 2001 foi marcado pela expectativa da estréia de "O Senhor dos Anéis" e qualquer rumor, notícia e novo trailer lançado era alardeado pelos fãs. Lembro-me de o amigo Juliano e eu assistindo ao primeiro trailer lançado na internet na casa dele e a mãe do Juliano rindo da nossa cara de satisfação por ter assistido ao trailer; ou ainda da nossa ida até o cinema do Shopping Internacional Guarulhos pra assistir ao trailer na tela grande - ficamos sabendo através da internet que num filme, que nem me lembro qual era, teria o trailer de TLoR e fomos lá conferir! Até que chegou o grande dia das estréia: foi difícil convencer em casa que eu não participaria do almoço de Ano Novo pois estaria no cinema, mas no dia 01 de janeiro de 2002, estava o Juliano, eu e dezenas de fãs na fila do Central Plaza, que na época tinha a maior tela de cinema de São Paulo na sala 10, pra assistir ao evento cinematográfico do ano!

Parte da minha coleção de cartões telefônicos com imagens do filme!

Saímos de lá empolgados com o que vimos na tela, afinal, para os leitores da obra de J.R.R. Tolkien ver os personagens que tanto imaginamos na tela grande em carne e osso foi muito bacana, e também havia uma mistura de frustração, afinal, teríamos que esperar mais 1 ano para vermos a sequência!

Parte da minha coleção de cartões telefônicos com imagens do filme!

Que dizer de cenas que retratavam de forma perfeita "O Condado", Rivendell (traduzido para o Português como "Valfenda"), as colunas dos salões de Moria (reino dos anões), A Floresta Dourada de Lothlórien (onde vivem Galadriel e Celeborn, na cidade de "Caras Galadhon") e das estátuas dos reis Isildur e Anárion, o "Argonath" ou Pedras do Reis, próximo a cachoeira de Rarus, em uma das entradas do reino de Gondor.

Algum tempo depois, fomos novamente alarmados pela notícia do lançamento em DVD da versão estendida de "A Sociedade do Anel" em uma versão de luxo em vinha com uma miniatura dos "Argonath", mas que não veio para o Brasil. Somente importando... 

Depois de algum tempo, o amigo e um dos editores da "Liga da Poltrona" viajou para o Canadá e trouxe de lá a versão estendida, foi quando conferi o clássico com mais 29 minutos de cenas empolgantes distribuídas ao longo do filme que ficou com 208 minutos!

A versão de luxo de "A Sociedade do Anel"









Em 2003, os fãs puderam conferir em alguns cinemas brasileiros a versão estendida com legendas em português pela primeira vez (eu estava lá em 01/09/2003, totalizando 13 vezes no cinema!) e somente em outubro de 2010, aportou por aqui as versões estendidas dos três filmes em 12 DVDs, mas sem as versões de luxo!


A versão estendida da trilogia aportou no Brasil em 2010

Em "A Sociedade do Anel", as cenas adicionais complementam uma obra que foi lida e assistida por milhões ao redor do mundo, contribuindo para a compreensão de detalhes da história, como a cena da traição anel ao rei Isildur, uma cena mais detalhada da vida no "Condado", um momento de descanso na jornada de Frodo e Sam quando eles observam os elfos deixando a Terra Média, o Conselho de Elrond com a cena de Gandalf falando o célebre verso "One ring to rule them all..." na língua de Mordor e uma das cenas mais emocionante da primeira parte da trilogia - a entrega dos presentes de Galadriel aos membros da "Sociedade"!



Parte dos ingressos das 12x que assisti ao filme
no cinema!
Sem dúvida, é uma nova experiência assistir as versões estendidas que contribuem para um maior período de emoção e encantamento dessa obra que marcou a história de cinema e que teria acrescentado 5,8 horas ou 348 minutos aos 2136 minutos ou 35,6 horas que passei no cinema conferindo a obra de JRR Tolkien na visão do brilhante Peter Jackson.



Em 2012 tem mais Terra Média nas telonas, com a estréia da primeira parte de "O Hobbit", mas isso é assunto para outro post...

Feliz Ano Novo a todos os amigos e leitores do blog "Liga da Poltrona"! 

Namárië!




Parte da minha coleção de cartões telefônicos com imagens do filme!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Direto da Telona: IMORTAIS


O rei Hyperion (Mickey Rourke), revoltado com os deuses e suas decisões/omissões, decide acabar com o povo helênico e, nesse processo, colocar as mãos no arco de Épiro, forjado por Ares, para com este libertar os titãs e levar a guerra aos deuses do Monte Olimpo. Cruza o seu caminho Teseu, protegido de Zeus, que irá revidar e, dessa forma, salvar os gregos (e, porque não, o mundo).

IMORTAIS (Immortals, 2011) é mais um épico baseado na Mitologia Grega que pode ser considerado honesto e conveniente. Honesto porque tem um roteiro sucinto e direto, o que é meio caminho andado para não tropeçar em furos na trama; conveniente porque sabe se utilizar do que já foi posto à prova (e funcionou) em 300 ou em Fúria de Titãs (o remake). O que move a grande maioria das personagens é a revanche, o desejo de retaliação, algo muito fácil de se entender em uma batalha.

A fotografia, à la 300, funciona bem; as cenas noturnas abusam das tochas como iluminação (quando não é a Lua). As lutas são bem coordenadas, sendo destaques o primeiro encontro de Teseu e Hyperion e o embate com o Minotauro, que é bem interessante. O efeito por trás do arco de Épiro é simples, mas bem executado, o que não se pode dizer das aparições dos deuses. Nesses momentos, a impressão é a de que o orçamento já estava estourado, rs. Mas nada que desabone o bom filme do diretor indiano Tarsem Singh (de A Cela e do vindouro Espelho, Espelho meu).

Henry Cavill (o novo Superman em Man of Steel, de Zack Snyder) vive Teseu e impressiona positivamente, com uma atuação segura e desinibida, demonstrando não sentir o peso do papel principal. Freida Pinto, como uma oráculo, também tem uma atuação burocrática. Rourke que pesa um pouco a mão em seu vilão, tornando-se caricato e, por vezes, galhofa.

Divertido e rápido, com um tom de urgência desde seu início (talvez, por isso, peque um pouco no desenvolvimento de seus personagens), muito indicado para todas as idades. Aventura típica das férias e uma boa pedida para os cinemas.