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quarta-feira, 27 de julho de 2011

LIVROS: Trilogia da Escuridão



Eles sempre estiveram aqui.
Vampiros.
Em segredo e na escuridão.
Esperando...


O assunto "vampiros" voltou à ativa nos últimos anos. Seja na série Crepúsculo (e a sua reletura sobre o monstro de caninos avantajados que agora brilha no sol) ou na série de TV True Blood (com seus vampiros que bebem sangue sintético), novamente as pessoas se sentiram atraídas pela história do ser notívago que se alilenta de sangue humano.

Paralelamente, nos últimos 10 anos podemos apontar Guillermo del Toro como um dos cineastas que mais se sobressaiu. Suas escolhas (entre elas o pulsante Blade 2, os endemoniados Hellboy 1 e 2 e o belo e sincero O Labirinto do Fauno) demonstram a predileção deste pelo gênero fantasia. Não de uma forma pueril, mas sim em um contexto que relaciona a ficção ao cotidiano das pessoas. O terror (ou horror) também sempre esteve presente nos roteiros escolhidos, ora como alegoria, ora como emoção latente e arrebatadora. O filme O Orfanato, produzido por Del Toro, atesta isso.

Era questão de tempo para que o assunto do momento e uma das mentes criativas do momento se cruzassem. Mas, quis o destino, que a mídia escolhida fosse outra que não o cinema. Guillermo del Toro assina, ao lado de Chuck Hogan, A Trilogia da Escuridão, que aborda exatamente uma hecatombe mundial gerada pelo surgimento dos seres da noite, primos dos morcegos.

Um Boeing 777 chega ao aeroporto JFK (NY) e permanece imóvel na pista. Luzes apagadas. Silêncio sepulcral. Todos estão mortos. O CDC (órgão responsável por lidar com as ameaças biológicas) é chamado e conhecemos Eph Goodweather, chefe do Projeto Canário, que se vê frente a frente a algo assustador e inexplicável.

É assim que começa a história do surgimento e propagação de um vírus vampiresco, por assim dizer. Pouco a pouco Del Toro e Hogan nos explicam (de forma detalhada) o que são as suas criaturas, a sua leitura do mito dos vampiros. Percebe-se claramente a mão do diretor em partes que quase saltam das páginas, provavelmente projetadas na mente do cineasta já como um filme, e a habilidade do escritor em colocar todo o clima de suspense necessário para que a trama funcione no papel.

Dois livros já foram lançados NOTURNO (The Strain) e A QUEDA (The Fall), sendo que o último tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2011, com o nome Eternal Night, ainda sem tradução para o português definida.

Fica a dica literária galera... Uma obra aterradora e vertiginosa, onde lemos uma atualização da lenda do vampiro contada de forma científica, no melhor estilo CSI. Uma pandemia mundial que pode significar a invasão de seres que ocupariam o topo da cadeia alimentar é de congelar o sangue nas veias. Além disso, o fascínio de Del Toro pelo horror/fantasia nos guia por uma viagem inesquecível. Superindicado!

Dê uma olhada no book-trailer que a Rocco preparou para o lançamento do primeiro livro no Brasil. Já dá uma ideia do que lhe espera. Boa leitura!

terça-feira, 26 de julho de 2011

O primeiro trailer de THE LEGEND OF KORRA

A San Diego Comic Con (SDCC) é uma feira (evento) que ocupa quatro dias do verão norte-americano. Ela foi organizada originalmente para reunir fãs de HQs (comics, em inglês) para que estes pudessem comprar, vender e discutir as diversas histórias da nona arte.

Com o passar dos anos ela evoluiu, crescendo muito e englobando muitos elementos da cultura pop, como cinema, livros, action figures, séries de TV, entre outros. Os paineis são extremamente concorridos, e o mundo do entretenimento mira os seus olhos para conhecer o que vem por aí.

A desse ano terminou no último final de semana e, no meio de muitas novidades, trouxe mais informações sobre THE LEGEND OF KORRA, série que emula e continua o universo de AVATAR : THE LAST AIRBENDER, sendo produzida pelas mesmas mentes criativas.

A nova animação acontece 70 anos após as aventuras de Aang, Katara e Soka. Korra, descrita como destemida porém rebelde, já dobra os elementos água, terra e fogo, indo em busca do aprendizado do último elemento, ar, com Tenzin, filho de Aang. A maior parte da trama se passa em Republic City, o centro moderno dessa nova época. A série promete um viés político, existindo um movimento de não-dobradores contra os dobradores de elementos.

O primeiro trailer da animação foi divulgado. Confira e deixe seus comentários:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Bela e a Fera ON ICE


O conto A BELA E A FERA é bem antigo. Narra a história de um jovem príncipe que nega asilo, em uma noite fria, a uma feiticeira e acaba sendo transformado em um monstro, a Fera. Passa a viver isolado até que recebe a visita de Maurice que, perdido em uma viagem, acaba adentrando o castelo da Fera e vira seu refém. Bela, a filha de Maurice, vem de sua vila e toma o lugar do pai, tornando-se a nova encarcerada. Os empregados da Fera, que também sofreram o efeito da visita da feiticeira, tendo sido todos transformados em objetos encantados, criam esperança, pois a única forma de quebrar o feitiço é alguém se apaixonar pela Fera.

A bela moral da história, que nos exorta a nunca ficarmos somente com a visão exterior das pessoas, mas sim enxergarmos o que as pessoas são por dentro, tornou esse conto de fadas eterno, fazendo com que a casa criadora de fantasias chamada Disney investisse em um dos desenhos mais lindos (e premiados) de todos os tempos. A mágica transborda na telinha (ou telona) arrancando sorrisos de crianças, jovem e adultos. A trilha sonora é lembrada até hoje como uma das melhores já feita, tendo abocanhado inclusive prêmios Oscar, incluindo melhor canção.



Depois veio o musical, que nós brasileiros tivemos o privilégio de acompanhar alguns anos atrás. Com o selo da Broadway, uma produção impecável e bela, que contou com ótimas traduções para os seus números musicais e encantou a todos. Um figurino de tirar o fôlego e uma transformação final de Fera em príncipe que deixava todos a se perguntar "Como isso é possível?". A forma singela como as petalas da rosa mágica caem ainda ficam visíveis quando fecho os olhos e me recordo do espetáculo.

Eu achava que não havia mais formas de mostrar essa história acrescentando algo mais a esse clássico. Mas eu estava redondamente enganado.

A companhia britânica Wild Rose levou Bela, Fera, Maurice e os demais personagens para um novo ambiente: o rinque de patinação! A BELA E A FERA ON ICE é uma peça que mostra essa história de amor através de performances sobre o gelo, realizadas por patinadores da Russian Ice Stars, formada por ex-atletas vitoriosos nesse esporte. Com auxílio de letreiros mostrados nos telões, contam a história com números de patinação de cair o queixo, em dois atos de pouco mais de 40 minutos cada. É como se assistíssemos a uma exibição de balé, tamanha a perfeição no ritmo e na coreografia apresentada por todos os envolvidos. A leveza, velocidade, agilidade e destreza de cada movimento dão o tom certo e, mesmo sem os diálogos, as feições ajudam a "dança" a exprimir toda a beleza e significado que o conto carrega.

Figurino impecável, um cenário belo, que contava com um grande livro e, quando a cena mudava de locação, uma página do livro era movida, dando a sensação real de mergulhar na história. Muito interessante e criativo. A transformação da Fera em príncipe não é tão pirotécnica quanto a do musical, mas é muito bem feita e condiz com o resto da peça.

Fiquei embasbacado. E não fui o único, como atestaram os minutos de aplausos em pé que toda a companhia recebeu. É uma pena que só descobri o espetáculo agora no final (ontem foi a última apresentação), não podendo mais o indicar para vocês, nossos leitores.

Mas se você (como eu) retornou alguns anos atrás e se lembrou do que sentiu ao assistir ao desenho, fica a dica: aperte o PLAY e mergulhe no mundo encantado de A Bela e a Fera...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

100 BALAS: uma HQ noir pujante



Sempre ouvi falar muito bem da HQ 100 BALAS, mas lê-la nunca foi uma de minhas prioridades. Nos dias atuais somos brindados com uma quantidade tão grande de novidades na nona arte que fica difícil acompanhar a tudo. Infelizmente demorei para por as minhas mãos no gibi... não mais! Comprei semana passada o primeiro volume, reimpresso pela Panini aqui no Brasil. Esperava poder escrever algum parecer sobre a história, mas não aguentei: bastaram duas histórias, pouco mais de 100 páginas para me conquistar.


Roteirizada por Brian Azzarello, que já escreveu títulos de Batman Superman e Hellblazer, sendo elogiadíssimo por um HQ intitulado JOKER (fantástico!!!!), e com arte de Eduardo Risso, argentino de traço firme, não tão preciso, mas de uma beleza característica das obras noir, a série é uma aventura moderna que mistura os estilos noir e pulp, no melhor estilo Tarantino.


A premissa é tentar responder a seguinte pergunta: o que você faria se lhe fosse dada a oportunidade de se vingar de alguém que fez algo que mudou a sua vida completamente? Temos o Agente Graves, que oferece a alguém uma maleta com uma arma, balas que não podem ser identificadas e provas de quem é o culpado pela péssima situação em que a pessoa está. O que fazer é uma decisão do interlocutor.


Somos apresentados a personagens moralmente ambíguos e de virtudes questionáveis. Somos apresentados a um mundo cínico e corrompido, onde assassinatos e assaltos acontecem a todo instante e detetives e investigadores tentam driblar femmes fatales para descobrir o que ocorreu.


No primeiro arco temos uma mulher que acaba de sair da prisão e volta para um mundo onde não quer mais viver, sem seu marido e filho, mortos. Graves lhe mostra quem são os verdadeiros responsáveis pelas mortes. Agora a decisão e dela. A história é pesada e o vocabulário não é indicado para menores de 18 anos. Azzarello nos brinda com grandes diálogos, intensos e pesados, sendo proferidos de forma corriqueira por seus personagens. A estética ajuda na imersão. O segundo, que me apressou a escrever esse post, demonstra que há muito mais por trás das atitudes de Graves, o que me deixou mais curioso pelo que vem depois.


Ainda nas bancas, fica a dica para todos os leitores da LIGA. Só espero que a Panini possa oferecer pelo menos um volume por mês, para que a história continue evoluindo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Trailer de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA


Como prometemos na segunda-feira, aqui está o primeiríssimo trailer de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The Amazing Spider-man):



Nele já percebemos que a ideia da SONY é realmente ligar essa nova trilogia ao universo Ultimate da MARVEL. A juventude de Peter ficou evidente na forma como Andrew Garfield aparece na tela. A escolha de Gwen e não Mary Jane também atesta essa impressão. Outra coisa interessante que o trailer entrega, em especial no começo e nas palavras finais: segredos serão importantes para o desenrolar da trama. E, aparentemente, eles envolvem os pais de Parker. Quem já leu a linha Ultimate arrisca alguma coisa? Eu ja tenho minhas ideias...


Detalhe: a sacada da cena em primeira pessoa, onde somos colocados na pele do cabeça de teia, até ver a sua imagem refletida em um arranha-céu ficou bem legal, para essa prévia.


Gostou? Deixe suas impressões nos comentários deste post.

terça-feira, 19 de julho de 2011

THE DARK KNIGHT RISES teaser(!)


Christopher Nolan é um diretor diferenciado. Todos os filmes que compõem a sua filmografia se sobressaem pelo verdade contada através dos seus personagens. Nolan usa (no melhor sentido da palavra) seus atores como marionetes na busca de desvendar um intrincado quebra-cabeça chamado mente humana. É assim em seu curta DOODLEBUG (1997), em THE FOLLOWING (seu primeiro longa, de 1998), e principalmente em AMNÉSIA (2000), onde a mente do personagem de Guy Pearce brinca de gato e rato na nossa frente.

Em 2005 o diretor assumiu a tarefa hercúlea de reavivar uma das franquias de um herói que é o próprio estereótipo de sua obra: BATMAN. Com BATMAN BEGINS (2005) ele mostrou a profundidade do personagem. Descansou um pouco a cabeça da vida do homem-morcego com O GRANDE TRUQUE (2006), obra prima cinematográfica, que mostra os números de ilusionistas como uma metáfora do cinema. Em 2008 nos brinda com o fantástico BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS, onde guiou Heath Ledger para a melhor leitura de todos os tempos do vilão Coringa: uma mente insana, guiada pela necessidade de ajudar todo mundo a enxergar o que possuem de mais negro dentre de si próprios.

A viagem continuou em A ORIGEM (2010, novamente férias do detetive de Gotham) que invade a mente humana e desbrava os sonhos e os segredos neles escondidos. Mas, como todo super-herói que se presa no cinema não sobrevive sem a palavra trilogia, Nolan voltou para completar sua obra em Gotham City.

Semana passada vazou uma gravação de alguma tela de cinema do primeiro teaser de THE DARK KNIGHT RISES, com data de estréia no ano que vem. Nolan bateu o pé que o trailer foi idealizado para ser visto primeiro nas telonas, e a Warner Bros. não liberou a prévia online... até ontem! Assista e fique com gostinho de quero mais:



Como as prévias dos filmes anteriores do homem-morcego, o teaser é curto e direto. As falas do Comissário Gordon delineiam o tom do filme. A cena final, com a feição de medo(!) de Batman frente ao que parece ser Bane confirma o que dizem as legendas do teaser: chegamos a uma conclusão épica! O diretor brinca com a ansiedade do fã... com a mente do fã... Nolan não mudou, continua intrigado com os nossos pensamentos, rs.

Gostou do que viu? Confesso que queria mais, como alguma imagem da Mulher-Gato, que estará no filme... mas é um começo. Esperemos o primeiro trailer, desse mago da psiquê humana.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Espetacular Homem-Aranha


Com a proximidade da Comic Con, que começa nessa semana, o mundo da cultura pop entra em alvoroço. Todos sabem que esse é o momento do ano em que as grandes do cinema mostram os(as) primeiros(as) trailers/esboços/entrevistas de suas grandes produções vindouras. Esse ano, um dos filmes mais aguardados para julho de 2012 teve anunciado seu primeiro trailer para esse evento. Estamos de falando de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The Amazing Spider-man).

O reinício do teioso na telona, agora sob a tutela de Mark Webb (apropriado, já que WEB em inglês siginifica teia, rs), tentará repetir o sucesso da primeira trilogia,comandada por Sam Raimi e estrelada por Tobey Maguire (Peter Parker) e Kirsten Dunst(Mary Jane). Agora temos Andrew Garfield (o Eduardo de A REDE SOCIAL) vivendo o jovem estudante que, picado por uma aranha, desenvolve "capacidades" características do aracnídeo. No lugar da mocinha, sai Mary Jane e entra Gwen Stacy, que apareceu na trilogia de Raimi somente no terceiro filme. A loira será interpretada pela bela Emma Stone (que podemos ver chutando traseiros zumbis em ZUMBILÂNDIA).


A trilogia do atirador de teias, ao lado de X-MEN, pode ser considerada uma das precursoras dessa febre de adaptações de qualidade para o cinema. As visões de Raimi (HOMEM-ARANHA 1, 2 e 3) e Bryan Singer (X-MEN 1 e 2) em seus filmes levou milhares aos cinemas, fãs e leitores de HQs junto com o público que se interessa por uma boa aventura bem contada.

A necessidade da SONY, detentora dos direitos do herói aracnídeo, de desenvolver pelo menos 1 filme a cada número máximo de anos (estipulado em contrato) fez com que essa, quando ouviu o "NÃO" de Raimi e de seus atores para retornar para um novo filme, correr atrás de outro diretor e outra ideia. Ao que tudo indica, essa nova leva de filmes terá por base muito mais do universo Ultimate da MARVEL, onde o personagem possui algumas mudanças, a começar pela idade. Na semana que passou a Entertainment Weekly trouxe diversas fotos da produção, bem legais. Podemos ver o novo uniforme (muito bonito), os lançadores de teia (que agora são mecânicos) e imagens de Emma Stone loiraça e Tio Ben e Tia May (sim, é provável que vejamos o tio morrendo... NOVAMENTE!!!!). Vale como aperitivo, mas fique ligado aqui na LIGA, pois assim que o trailer estiver disponível, iremos postá-lo. Torçamos para que a SONY continue bem o trabalho competente de Raimi e possa estar à altura das produções dos outros heróis da MARVEL, cada vez mais interessantes (nesse mês teremos CAPITÃO AMÉRICA!!).


domingo, 17 de julho de 2011

Nosso bruxinho favorito: PARTE 7.2 - O fim


Fenomenal! Essa é a melhor palavra para iniciar o último post sobre a saga Harry Potter. Nosso amigo Cylon Thirteen conduziu de maneira ímpar essa semana, falando sobre os livros e filmes que nos levam a esse final. Final. The end. Palavras que custam a ser escritas pois nosso desejo é que essa história continuasse a ser escrita. Confesso que demorei para escrever o post pois estava processando todas as informações e mais que isso, a perda dessa fase que faz parte de todos que gostam de literatura e cinema fantásticos.

Em Vancouver, como em todos os cinemas do mundo, acredito eu, uma longa fila de formou 10 horas antes da primeira sessão, 00:01 do dia 15 de julho, com pessoas vestidas como seus principais personagens, aguardando ansiosamente o início do fim. Alguns podem chamar isso de exagero, mas compreendo que para alguns fãs, se sentir parte de uma das casas, é especial. E visitando o The Wizarding Word of Harry Potter, posso dizer que comprendo mais ainda! Você realmente se sente aluno da Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa ou Corvinal!

Voltando ao filme - e tentarei escrever com menos spoiler possível - temos um início que retoma o final da Parte 1 e daí por diante, apesar da tristeza de Harry, somos levados junto com ele à busca das Horcruxes faltantes. Vamos então à Gringotes, cuja entrada e saída são uma grande aventura, e após isso, finalmente nosso trio de heróis precisa voltar à Hogwarts.








Nesse retorno, somos brindados com um fantástico enfrentamento entre a Professora Minerva e Severo Snape - um prenúncio do que virá. Com a ajuda de amigos, Harry consegue recuperar e destruir as Horcruxes que foram feitas com símbolos das casas. Harry sente a cada Horcruxes destruída que Voldemort está ficando mais vulnerável, e usa a sua conexão com o Bruxo das Trevas, para descobrir mais uma Horcruxes - a cobra Nagini.


Ao ir atrás do bicho de estimação de Voldemort, Harry obtém uma importante informação, e vê a morte de um importante personagem. Esse personagem, através de suas lembranças, faz importantes revelações à Harry. Toda essa sequência, registra a parte mais emocionante do livro e do filme. Pode preparar o lenço, pois pra quem está envolvido com a história, dificilmente irá segurar as lágrimas.





Harry descobre então, a última Horcruxe, e sabe que deverá enfrentar finalmente, o Lord das Trevas. Antes desse auto-sacrifício, acompanhamos junto com Harry, a destruição que os Comensais da Morte deixaram na escola, e vemos que muitos amigos importantes, tombaram nessa batalha!

Desse momento até o final, o diretor David Yates, nos oferece belíssimas sequências de coragem, amizade e comprometimento com o bem! Finalmente vemos que a poderosa Belatriz não é páreo para uma mãe que faz de tudo para proteger seus filhos e Voldemort, não é tão poderoso, apesar de todo o mal que causou ao mundo bruxo. Harry enfim, pode sossegar pois sua cicatriz já não arde mais.

O epílogo do filme, retrata com fidelidade - e claro, não em todos os detalhes - a parte final do livro. Voltamos a plataforma 9 3/4 onde Harry e sua esposa se despede de seu filho e sua sobrinha. A câmera se fecha em nossos três personagens e damos adeus, aos nossos amigos de muitas aventuras!




É certo que a história continuará encantando milhares de leitores e os filmes, divertindo a muitos, mas esse momento "mágico" de assistir ao filme no cinema, é um momento único! Não perca essa chance! Você irá se emocionar e se divertir!






sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nosso bruxinho favorito: PARTE 7.1


Era uma vez 3 irmãos que queriam atravessar um rio fundo demais. Sendo exímios bruxos, criaram uma ponte e só não a atravessaram porque tiveram o seu caminho impedido por um ser encapuzado: a morte. Ao perder as 3 vítimas de afogamento, astuta, ofereceu-lhes prêmios por sua esperteza...

Daí surgiram a varinha mestra, a pedra da ressureição e o manto de invisibilidade, AS RELÍQUIAS DA MORTE que dão título ao sétimo e último livro da série que conta a saga do bruxinho que possui uma cicatriz em forma de raio. Um final digno para um conto que começou a surgir em uma viagem de trem da autora.

Finalmente nos são revelados todos os Horcruxes (objetos em que Voldemort inseriu partes de sua alma, querendo ser eterno): o diário de Tom Riddle, o anel de Marvolo Gaunt, o medalhão da Sonserina, a taça da Lufa-Lufa, a cobra Nagini, a tiara da Corvinal e o próprio Harry Potter! Sim, o menino que sobreviveu também tem uma porção da alma do Lorde das Trevas em si. Em uma visão exacerbada, podemos enxergar a ideia dos Horcruxes como uma grande esquizofrenia do Mestre dos Comensais da Morte, que personifica o mal. Mas o bruxinho chega a este livro disposto a dar um basta nessa história.

Confesso que esse é o post mais difícil de escrever. Que partes ressaltar de um fechamento, em que tudo soa importante? A redenção de Snape, talvez, em um dos capítulos mais singelos de toda a série...? Ou a abnegação de Harry, ao ver que seus aliados continuarão morrendo a não ser que ele mesmo se entregue? Os sacrifícios de Edwiges e Olho-tonto Moody? a fúria da senhora Weasley ao defender Gina de Bellatrix? a invasão de Gringotes? a invasão do Ministério? a batalha de Hogwarts...?

A autora se utiliza de cada palavra, de cada capítulo, para nos capturar e, quanto mais perto do final, queremos ler mais rápido e mais lento: queremos saber o fim, mas não queremos que acabe! Como já estamos mais do que familiarizados com os personagens e locais do mundo bruxo, Rowling nos guia por uma verdadeira viagem em Montanha Russa: somos catapultados a alturas extremas só para, logo em seguida, descermos ruidosamente, sem freios, até o ponto mais baixo. Emocionante, do começo ao fim. As mortes doem; as vitórias nos alegram; a proximidade de uma nova Horcrux nos faz suar frio; não saber como destruí-la nos deixa frustrados e acabamos sofrendo os efeitos maléficos que a porção de Voldemort tem sobre nossos heróis.

E o que falar do epílogo... o nó custou a ser desfeito na garganta quanto li a última palavra de uma aventura que durou anos e que pude acompanhar, acredito eu, como mais do que um trouxa. Sinto-me um bruxo honorário, um quase Auror, um herói em sua jornada, em que, como Harry (e Rowling) brilhantemente nos ensinou, o amor, a coragem e a abnegação podem sobrepujar qualquer obstáculo!


Quanto ao filme, primeiro precisamos elogiar a decisão de dividir esse capítulo em dois. É óbvio que o caráter "lucro" foi levado em conta, mas seria impossível resumir em pouco mais de 2 horas todos os acontecimentos desse livro. E mais, não vejo nenhum dos mesmos como supérfluo: todos tem o seu papel na catarse do leitor.

Comentando a primeira parte, preciso confessar que desde a primeira vez que a assisti no cinema até hoje quando a assisto em casa, a cena inicial traz lágrimas aos meus olhos. A genuína tristeza com que Emma Watson (Hermione) pronuncia o feitiço OBLIVIATE é visceral! David Yates (novamente na cadeira de diretor) evidencia que o que virá a partir desse momento irá envolver muito sofrimento e sacrifício. A fuga de Harry pelos céus de Londres é outro exemplo avassalador de que todos correm risco agora. Até os gêmeos Weasley. Quanto à parte técnica, elogios seriam apenas chover no molhado. O brilhantismo dos dois filmes anteriores se mantém, equilibrando ótimas atuações e cenas de ação de tirar o fôlego. Mesmo sabendo que não teremos o momento final ainda, a imersão é perfeita, catapultada às alturas com os acontecimentos na mansão dos Malfoy e a morte de um certo elfo doméstico muito querido. Mais um sacrifício por Harry. Mais do que por Potter, a entrega é pela causa, no intuito de vencer o mal que Voldemort representa. A visita a Godric's Hollow é triste e pesada, as noites solitárias, acampando em florestas e ouvindo notícias através de um rádio, temerosas e o mal que se aconchega em Hogwarts prenuncia o grande final. Percebe-se a escolha clara de privilegiar a história nessa primeira parte, para investir nos grandes (e mais esperados) momentos na segunda. Destaque para a animação do Conto dos 3 Irmãos, de uma beleza simples e apropriada.

Agora é ir ao cinema e acompanhar o grande final da saga, que chegou (é hoje a estréia, galera!!!!!). Para esquentar, um vídeo indicado pela minha ilustre irmã, para rememorar o que já aconteceu e preparar para o que está por vir. Promessa de muitos lencinhos usados nas salas de cinema nesse final de semana.



Não deixe de ler logo mais a crítica do filme aqui na LIGA. Mais uma crítica internacional, pois nosso amigo Minduim escreverá direto de Vancouver. Bom filme, e torçamos para que outras obras literárias possam surgir, para incentivar as crianças a viajar pelo mundo dos livros e inspirar novas grandes produções cinematográficas. Eu sei que eu sentirei falta dos meus amigos de Hogwarts... E vocês? Abraços...


"O último vestígio de vapor se dispersou no ar de outono. O trem fez uma curva, a mão erguida de Harry ainda acenava ADEUS.
- Ele ficará bem - murmurou Gina.
Ao olhá-la, Harry baixou a mão distraidamente e tocou a cicatriz em forma de raio em sua testa.
- Sei que sim.
A cicatriz não incomodara Harry nos últimos dezenove anos. Tudo estava bem."
(HARRY POTTER e as Relíquias da Morte)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nosso Bruxinho favorito: PARTE 6

AVISO: Inferi foram avistados! Esses cadáveres humanos foram, provavelmente, reanimados pelo Lorde das Trevas! A LIGA recomenda o uso de feitiços como Lumus Solen e Incendio, mas se eles não funcionarem, corram...

Mensagem dada, que tal afastar a mente dessas marionetes de Lord Voldemort ocupando-a com uma investigação: quem é o principe mestiço que deixou tantas dicas úteis para que Harry seja o aluno mais brilhante nas aulas de poções de Horácio Slughorn (sim, temos um novo professor de Poções porque Snape conseguiu o que queria: ser o titular de Defesa Contra a Arte das Trevas) no sexto tomo de J. K. Rowling, O ENIGMA DO PRÍNCIPE?

O Mundo Bruxo está em polvorosa. Agora, todos sabem que o Bruxo mais temido de todos voltou. A dinâmica de Hogwarts muda não somente com relação aos professores que ministram as aulas. Ao longo do ano letivo, diversos objetos amaldiçoados são endereçados à Dumbledore e Harry tem uma certeza: tudo isso é obra de Draco Malfoy que é agora (para Potter) um Comensal da Morte!!! Além disso, o bruxinho tem que acumular o posto de capitão do time de Quadribol da Grifinória, conter o ciúme, cada vez maior, que sente com relação ao romance entre Gina Weasley e Dino e comparecer ao escritório de Dumbledore que, usando a Penseira, lhe mostra a história de Tom Riddle e lhe dá uma tarefa: recuperar a última peça do quebra-cabeça, ainda na memória de Slughorn. O nível sombrio atinge seu ápice aqui, e Harry se desdobra para conseguir ajudar o velho bruxo. Aprendemos muito sobre a história, somos apresentados aos Horcruxes e entendemos finalmente a intenção de Voldemort. Pela primeira vez o livro termina sem um final aparente. Como a própria autora declarou à época, esse livro e o último parecem muito mais partes de uma mesma história.

Destaco uma passagem do livro que, creio, todos tenham sentido a mesma coisa: quando Harry executa à contento um desafio do Mestre de Poções, recebe como prêmio um frasco da poção Felix Felicis... e quem não queria ter estado no lugar dele? Sorte líquida, resolvendo tudo ao seu redor da forma mais satisfatória para você... eu quero um litro, rs.

Como já falamos no post anterior, a adaptação cinematográfica teve o mesmo diretor, David Yates, do quinto. E isso acabou por contribuir para que o clima fosse mantido, evoluindo de forma satisfatória em todos os quesitos. A fotografia (Bruno Delbonnel) desse episódio, em especial, me impressionou bastante. Além disso, a trilha sonora (Nicholas Hooper) que já pontuava com primor o capítulo anterior, aqui age de forma preponderante na hora de ajudar na imersão do espectador. Lembro-me de, após assistir ao filme, ouvir a trilha sonora e conseguir rever o filme em minha mente. Muito boa mesmo. Quanto aos momentos chave, merecem menção a fúria de Hermione ao ver Lilá beijar Rony pela primeira vez, todos os flashbacks de Voldemort, a atuação de Tom Felton (que incorpora a confusão na cabeça de Malfoy) e o embate entre Harry e Malfoy, no banheiro da Murta-que-Geme, onde aprendemos que SECTUMSEMPRA não deve ser usado sem a presença de um adulto... A cena final corta o coração e emociona, com todos erguendo suas varinhas enquanto Potter se despede de seu mentor. A decisão posterior do bruxinho, de não retornar à Hogwarts no ano seguinte visando terminar o trabalho iniciado por Dumbledore nos mostra que Potter cresceu; e as afirmativas de Rony e Hermione de acompanhá-lo, mesmo quando ele se coloca contra, o quanto a amizade é o fiel da balança na vida do jovem bruxinho.


Galera, estamos perto do final!!! Amanhã visitaremos os contos de Beedle, o bardo para entendermos melhor sobre AS RELÍQUIAS DA MORTE. Mas antes, vou lhes pedir o mesmo que Narcissa exigiu de Snape, o nosso príncipe mestiço, em sua casa na Rua da Fiação: façam o voto perpétuo de não abandonarem a LIGA, Harry e Dumbledore à merce dos Inferi... Sacar varinhas:

LUMUS SOLEN!!!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nosso bruxinho favorito: PARTE 5


Vamos visitar o Largo Grimmauld, 12?

Fique tranquilo: além de Dumbledore, eu também sou o fiel do feitiço Fidelius, e posso guiá-los por um rápido tour pela grande e antiga casa da família Black e tentar participar de uma das reuniões da ORDEM DA FÊNIX, organização que dá nome ao quinto volume da história do bruxinho.

Agora Voldemort está de volta. Os comensais estão mais ativos do que nunca, mas procuram mascarar suas ações. O ministro da magia passa a desacreditar Harry e, principalmente, Dumbledore perante a comunidade bruxa, que passa a se questionar se o "cargo" de chosen one não subiu à cabeça do jovem herói. A sensação de solidão cresce em Potter, que sente não poder contar nem com os bons amigos Rony e Hermione. O próprio diretor de Hogwarts o deixa no escuro, limitando-se a enviar observadores para protegê-lo de qualquer artimanha do Lorde das Trevas. Nesse clima, o retorno à Hogwarts é apressado por um ataque de Dementadores e, o que mais assusta os estudantes, a escola agora tem uma nova professora de Defesa Contra a Arte das Trevas (cadeira amaldiçoada do instituto de magia), Dolores Umbridge, que aos poucos passa a ingerir no comando de Dumbledore. Entre muitas peripécias surge a Armada de Dumbledore, conhecemos os Testrálios (criaturas incríveis!), mas o maior acréscimo é o da louquíssima Luna Lovegood! A nova amiguinha tem papel fundamental na trama, que tem o seu clímax no Ministério da Magia, em uma luta frenética pela profecia em que Sibila Trelawney previu a ligação entre Harry e Voldemort. Por fim, pela primeira vez temos contato direto com a perda de um personagem que amamos (desculpe Cedrico, mas você não era tão querido assim...): a perda da figura mais próxima de Harry é arrasadora e atroz.

Para alguns, esse livro grande (em páginas) é o mais arrastado de toda a série. Confesso que, na época em que o li, não senti dessa forma. Considerando o tempo que esperávamos entre um livro e outro, eu gostava de saborear ao máximo cada página, cada informação. Gostei muito deste, como dos demais. Toda a história contida na Tapeçaria da família Black, os testrálios, os momentos de treinamento da Armada de Dumbledore, o momento "sou um super-bruxo" na hora em que o diretor derrota alguns Aurores de forma rápida e fácil, tudo me fascinou e me ajudou a entender melhor as motivações de muitos personagens, além de fazer a história fluir, caminhando em direção ao seu final.


Quanto à produção cinematográfica, David Yates assumiu a cadeira de diretor para não mais deixá-la. Ao que parece, a química entre ele, os atores, produtores, roteirista e a autora foi tão mágica que não houve dúvidas quanto a sua manutenção até o final da cinessérie. E verdade seja dita: ele realmente entendeu o universo bruxo e, mais do que isso, o grande séquito de fãs que o acompanhava. É evidente que a evolução dos atores mirins era algo esperado, mas as atuações já nesse quinto filme estão muito boas. Sem falar na forma como, de maneira mais eficiente do que no filme anterior, a adolescência dos personagens aflora na telona. Nesse quesito, temos um grande momento no crescimento do jovem bruxinho: seu primeiro beijo, em Cho Chang, que é um momento bonito, não sendo exagerado e nem vulgar. Pontos para a produção! Outra sequência que merece destaque é o clímax do filme, desde o momento em que os jovens da Armada chegam ao ministério até o enfrentamento com os Comensais.


Como nota especial, vale lembrar que nesse episódio, a intenção do roteirista era deixar de lado o elfo doméstico Monstro, considerando-o desnecessário à trama. J.K. Rowling agiu rapidamente, deixando claro que, mesmo que seu papel não fosse tão grande nesse, mais em frente ele seria necessário (como sabemos todos nós que já terminamos de ler a saga, certo?... rs). Uma bela demonstração de como um autor deve cuidar da sua obra (viu C. Paolini, ausente no desastre chamado Eragon...).


Vamos lá membros da ORDEM: preparem suas varinhas e protejam-se de todo e qualquer Dementador que possa cruzar o seu caminho. Amanhã é a vez do príncipe mestiço mostrar as caras por aqui em O ENIGMA DO PRÍNCIPE... ou será que ele continuará incógnito? Abraços...

EXPECTO PATRONUM!!!!!

Obs.: Tenho quase certeza que o meu patrono seria uma Lontra, rs. E o seu?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nosso Bruxinho favorito: PARTE 4


ACCIO FIREBOLT!


Suba em sua vassoura e alce vôo em direção ao quarto capítulo de nossa semana Harry Potter: O CÁLICE DE FOGO! Se até então o mundo bruxo se resumia a Hogwarts, nesse livro descobrimos que não! Existem outras escolas, em outros locais. Durmstrang, um instituto gelado e sinistro e Beauxbatons, academia francesa e meiga.

Do instituto Nórdico surge Victor Krum, que nos é apresentado na final mundial de Quadribol, logo no início do livro, na qual defende a seleção da Bulgária contra a Irlanda. O bruxinho da cicatriz em forma de relâmpago e a família Weasley vão ao evento, que transcorre normalmente até que os Comensais da Morte (seguidores de Voldemort) aparecem e a marca do Lorde das Trevas volta a ser ostentada no céu.

O medo, nesse capítulo da série, é real e imediato. Mas atrelado ao medo gerado pelo retorno dos asseclas de Tom Riddle, temos um grande evento ocorrendo em Hogwarts: chegou a hora de mais um Torneio Tribruxo! Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang se reunem e um campeão de cada uma deve competir em três tarefas difíceis para ver quem é o merecedor do tal troféu. Victor Krum é o escolhido por Durmstrang; a bela (e meia Veela) Fleur Delacour por Beauxbatons; e Cedrico Diggory por Hogwarts... mas em uma virada que surpreende a todos (até mesmo Rony e Hermione) Harry Potter acaba apontado para a competição. Veredicto: serão quatro competidores dessa vez!

Em um enredo envolvendo tarefas incríveis (dragões, mundos submarinos e labirinto amedrontadores acontecem), um novo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas Alastor Moody e seu olho mágico (que lhe dá a alcunha de Olho-Tonto), o arroubo do lado amoroso entre os personagens e bailes de gala, tudo nos esconde o que está realmente acontecendo: Voldemort está tentando retornar... O final é triste e carregado, gerando um nó na garganta dos leitores.

Quando o filme chegou aos cinemas, todos esperavam por uma coisa: a primeira aparição de Lord Voldemort em carne e osso... e olhos de serpente e sem nariz! Ver um bom vilão personificado em algo mais real não era tão bom desde Darth Vader. Mike Newell, com Quatro Casamentos e Um Funeral, O Sorriso de Monalisa e Donnie Brasco em seu currículo, recebeu a tarefa de dirigir a produção e saiu-se bem. Talvez não com a mesma maestria de Cuarón no anterior, soube conduzir muito o grande elenco de jovens em suas incursões amorosas. Além disso, todas as tarefas ficaram perfeitas e o interesse de Harry por Cho Chang foi muito bem trabalhado. O talento do diretor em criar situações intimistas a contento foi importante na hora de criar os momentos em que HP se sente abandonado e solitário. Mais um ótimo filme para a cinessérie, que seguia arrasando nas bilheterias.

O primeiro embate entre os dois opostos, Harry e Voldemort é de cair o queixo. O renascer do bruxo das trevas é fantástico! E quando os dois duelam com suas varinhas, toda a audiência se esforça para se defender e chora ao rever os pais de Harry. Emocionante!

Ficamos por aqui hoje. Amanhã é hora de nos credenciarmos como membros da ORDEM DE FÊNIX... Quer dizer, isso se Dumbledore e a senhora Weasley permitirem... Até...

E cuidado para que ninguém te engane usando alguma POÇÃO POLISSUCO!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nosso Bruxinho favorito: PARTE 3


JURO SOLENEMENTE QUE NÃO PRETENDO FAZER NADA DE BOM!

Pegue o seu mapa do maroto e vamos continuar a saga do bruxinho mais conhecido do mundo: chegamos a O PRISIONEIRO DE AZKABAN. Nessa aventura já se encontra presente no título um novo local para o nosso mapa do mundo bruxo: a prisão de Azkaban, onde Sirius Black cumpre pena por ter entregado o paradeiro dos pais de Harry para que esses acabassem mortos por Lord Voldemort. Ou melhor, cumpria... Ele acaba de escapar e, com toda certeza, virá atrás de Harry, para terminar o serviço de seu mestre.

Considerado por muitos um dos melhores de toda a série, esse livro possui uma história que envolve do começo ao fim. Personagens marcantes aparecem, como Sirius Black, Remus Lupin (o novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas e licantropo!), Bicuço (o hipogrifo assustador/amigo), Sibila Trelawney (professora de Adivinhação que gosta de prever a morte de HP), entre outros. Temos um Harry curioso sobre o seu passado e buscando respostas sobre o que realmente ocorreu com os seus pais.

A trama envolve um objeto super interessante do mundo bruxo: o Vira-Tempo, usado por Hermione para conseguir fazer todas as matérias que deseja, algumas ao mesmo tempo. A forma como o objeto é incorporado à trama em sua parte final é brilhante e, talvez, uma das melhores utilizações de viagem no tempo já feitas. Sem falar no maior dos plot twists de toda a saga, envolvendo um certo rato e um certo maroto supostamente morto.

O livro também possui uma das cenas mais icônicas, ao meu ver, de toda a história, traduzido a contento no filme que o adaptou: o momento em que Harry conquista Bicuço e alça voo por toda Hogwarts é de uma beleza sublime. Lembro de parar a leitura e ficar, durante alguns segundos, imaginando a sensação que o jovem bruxo sentiu nesse momento.

E já que toquei no assunto filme, talvez uma das melhores adaptações de toda a série. Para o lugar do contador de fábulas Chris Columbus, o mago Alfonso Cuarón. Engraçado que, mesmo continuando com o mesmo roteirista (Steve Kloves, que por sinal assina todos os roteiros do bruxinho) o clima da história muda completamente. Sai o colorido sorridente de Columbus e entrão os tons sinistros e um senso de urgência latente, exacerbado pela presença dos Dementadores, seres que com certeza arrepiaram a todos os leitores. Cuarón ajuda os atores mirins a incorporarem seus personagens, conseguindo ótimas atuações, as melhores até então. Nossos amigos bruxos cresceram e isso foi transposto para a tela a contento. Os efeitos sobem um degrau, apresentando os assutadores e encapuzados carceireiros de Azkaban citados acima, além de transformações competentes dos marotos e um Bicuço real, do jeito que está escrito! Esse filme também foi o primeiro em que Michael Gambon assume o papel de Dumbledore após a morte de Richard Harris, o titular dos dois primeiros filmes.


10 estrelas! E como o coral de Hogwarts entoa logo no início, esse filme deixa claro o que vem por aí: Something wicked this way comes!!!!!

Ahhhhhh! Já estava me esquecendo, mas temos nesse livro HOGSMEADE! Quem nunca se imaginou no Três Vassouras pedindo para Madame Rosmerta uma cerveja amanteigada? Ou comprando seus feijõezinhos de todos os sabores na Dedos de Mel? Pois bem, dois companheiros da LIGA, o Homem dos Dados e o Minduim, visitaram nesse final de semana o Parque Temático de Harry Potter em Orlando, e devem ter feito ambas as coisas... Apropriado, não, rs.

Amanhã voltamos com O CÁLICE DE FOGO...

MALFEITO FEITO!


domingo, 10 de julho de 2011

Nosso Bruxinho favorito: PARTES 1 e 2

LUMUS!

Como já é de conhecimento de todos os Pottermaníacos espalhados pelo mundo inteiro, a série que encantou a todos desde 1997, ano do lançamento do primeiro livro, e que já encerrou (será?) seu percurso literário, está chegando ao fim nas telonas também. Com o lançamento de HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - Parte 2, encerra-se a mais lucrativa série de filmes já lançada. Para preparar os ânimos para esse evento que ocorre sexta-feira que vem, dia 15/07, A LIGA resolveu instituir a SEMANA HARRY POTTER. A cada dia visite o blog e encontre um novo texto relacionando o universo literário ao cinematográfico. Hoje começamos com os dois primeiros livros / filmes da série, tudo sem muitos spoilers.

Tudo começou com A PEDRA FILOSOFAL (1997), onde J. K. Rowling nos apresenta a um mundo que se desenvolve sob os nossos olhares de trouxas: o mundo dos bruxos. E não somos só nós que não o conhecemos. Um jovem garoto, à véspera de completar seus 11 anos e vivendo em um armário sob as escadas da casa de seus tios, Harry James Potter recebe a visita do gigante Hagrid e descobre que seus pais eram bruxos e ele, por herança, também o é, e deve dirigir-se à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para aprender como lidar com seus poderes. Ao longo da história descobrimos a sua importância no cenário bruxo, tendo ele sido o motivo da queda do maior bruxo das trevas, Lord Voldmort. Na escola, ele se depara com o seu jovem nêmesis Draco Malfoy e seus grandes amigos Rony Weasley e Hermione Granger. Eles passam por um sem número de aventuras envolvendo visitas à Floresta Proibida, um professor que não lhe dá descanso (Snape), enfrentamento com um trasgo montanhês, um grande cachorro de três cabeças, um jogo de xadrez mortal além do reaparecimento do Lorde das Trevas.

Já em A CAMARA SECRETA (1998), Harry volta à escola depois de mais um período junto aos familiares trouxas para bater de frente com um enigma: quem está atacando alunos da escola e deixando recados sinistros pelas paredes. O garoto tem que lidar com cobras que falam em sua cabeça, professores se esmerando em tornar sua vida um calhamaço de liçoes (como todo aluno!) além de revisitar o passado da escola e de um dos seus grandes amigos. Nesse livro conhecemos Dobby, o elfo doméstico, Gilderoy Lockhart, um personagem marcante e muito divertido além de uma das feras mais assustadoras do universo Harry Potter (pelo menos ao meu ver...). Mais obscuro que o anterior e carregado de suspense, nesse livro Rowling diz realmente a que veio e nos prende de vez à história do jovem bruxinho. É nesse livro que, na voz de Alvo Dumbledore, ouvimos uma das melhores definições do tema recorrente da série: "São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades".

Chris Columbus foi o encarregado pelos duas primeiras adaptações para o cinema e executou um trabalho, para descrever em uma palavra, burocrático. Limitou-se a transportar para a tela o que estava nas páginas, o que para os fãs era um deleite, mas para um leigo talvez parecesse um pouco desconexo. Ou melhor, era como ler um livro: cada cena era um capítulo, separados para um escurecer da tela. Sem falar que sua opção por algo colorido demais tirasse um pouco uma das características mais marcantes da série: a de conquistar crianças, jovens e adultos, por uma dinâmica ao mesmo tempo vibrante e obscura. Mas enfim, os filmes agradaram e levaram uma grande multidão aos cinemas, dando o sinal verde para que as demais produções acontecessem.

Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint foram catapultados ao estrelato e, cercado por um elenco recheado de estrelas britânicas da sétima arte, tiveram a oportunidade de aprender e, como visto nos demais filmes, evoluir. Nesses primeiros se resumem a sorrir, chorar, correr e, em última análise encantar a todos. Poder ver seus heróis materializados na tela nos fazia querer fazer parte de uma das casas. De qual você seria? Sempre me vi como um aluno da Corvinal, "a casa dos que tem a mente sempre aberta, onde os homens de grande espírito e saber encontrarão companheiros seus iguais".

Dois bons livros e dois bons filmes para iniciar a grande série de sucesso. Paramos por aqui hoje. Amanhã continuaremos com O PRISIONEIRO DE AZKABAN. Deixe seu comentário e nos ajude a fazer essa semana voar, como em um jogo de Quadribol, para que possamos capturar o pomo de ouro, o último filme! Até mais...

NOX!

sábado, 9 de julho de 2011

A saga de uma família disfuncional...


O mundo das HQs, ou nona arte (como é carinhosamente apelidado pelos fãs), sempre foi terreno para que diversos autores extravasassem sua criatividade, não se resumindo apenas aos personagens já famosos, mas também muito voltado a produções autorais. Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance sempre foi conhecido por ousar nas letras de suas músicas e era de se esperar que naquela mentre criativa repousasse uma das HQs mais interessantes da última década. Estou falando de THE UMBRELLA ACADEMY (2007).

A série, vencedora dos prêmios Eisner e Harvey em 2008, conta a história de uma "família" de super-heróis que são adotados por um certo empresário chamado Reginald Hargreeves e, com o auxílio deste, começam a desenvolver os seus poderes, preparando-se para um perigo futuro. Lembrou de alguma coisa? Sim, como eu disse no primeiro parágrafo, a obra é interessante, mas não totalmente original (como quase tudo hoje em dia, não é?), bebendo muito em X-MEN, WATCHMEN e até mesmo AKIRA (este último principalmente no visual e na personalidade de alguns personagens). O próprio Way cita essas como suas HQs favoritas.

Mas aí começa o repertório de situações incomuns que a tornam interessante: essas sete crianças são as únicas que sobreviveram de uma leva de quarenta e poucos bebês que nasceram de mulheres que não estavam grávidas. Inusitado, não?

A dinâmica da família é retratada de forma crua, visceral: o ralacionamento entre familiares já é complexo, que dirá entre super-"irmãos"... Eles nos são "nomeados" inicialmente por números. Por aí podemos inferir o quão rígido é o seu crescimento/treinamento, que acaba por moldar personas singulares e em constante conflito. O tempo passa, eles se separam e acabam por se reencontrar quando Hargreeves aparece morto, fato que vem acompanhado por muitos acontecimentos que ameaçam as "crianças" e o planeta.

O primeiro arco de história, APOCALIPSE SUITE (já disponível) conquista e surpreende ao longo das suas páginas. Enxerga-se um esboço de mais uma hitória de grupo de super-heróis salvando o mundo para, logo em seguida, sermos brindados com soluções criativas muito legais. Os poderes incomuns dos protagonistas tornam os clichês que existem nem um pouco incomodos. Gostei muito mesmo e fiquei interessado pelo que viria depois, já que na época já se falava em adaptações para o cinema e novos arcos de história. Há umas duas semanas comprei o segundo encadernado, DALLAS... Bom, mas não está à altura do primeiro.

Incrível a coincidência que, nesse mesmo ano, um filme baseado em HQs (X-MEN - PRIMEIRA CLASSE) também tenha usado em seu plot um acontecimento real para criar um clima mais intimista, algo que a HQ da equipe de heróis disfuncionais também faz. Dessa premissa eu gostei, tanto quanto do desenvolvimento dos personagens, que continua a contento. Mas senti falta de algo que transbordava nas páginas do primeiro arco: a urgência de cada um deles de se provar importante para os outros. Dessa vez perdesse muito tempo em personagens que para mim foram muito bem resolvidos na primeira parte e deixasse de lado outros que poderiam aflorar muito mais.

Independente disso, a leitura continua interessante e muito acima do que encontramos hoje em dia na nona arte. Vale a pena visitar o mundo Way, brilhantemente retratado nos traços do brasileiro Gabriel Bá. Não é de hoje que essa fera dos quadrinhos nos brinda com imagens detalhadas e animadas. A ação salta aos olhos, fazendo com que sempre gastemos um tempo a mais em cada página, só para olhar novamente.

Diálogos afiados, boas ideias e uma arte única e bela. É isso que te espera em THE UMBRELLA ACADEMY: APOCALIPSE SUITE e THE UMBRELLA ACADEMY: DALLAS. Não perca!