Desde que foi anunciada pela Fox, a série de TV GOTHAM gerou um questionamento: conseguiria a Fox criar algo ao menos interessante e minimamente criativo com o fantástico universo do Homem-morcego? Essa semana, com a liberação da sinopse do projeto, podemos imaginar que, aparentemente, a abordagem é ambiciosa e interessante.
Gotham, desenhada por G. Capullo
Gotham City é o grande personagem do Batverso. Por quê? Porque é ela o fato gerador de todos os ótimos personagens, vilões ou heróis, que encontramos destruindo/patrulhando cada um de seus becos escuros ou imensos arranha-céus. E se engana quem pensa que foi o jovem Bruce Wayne o primeiro good guy da cidade. Muito antes dele encontramos James Gordon, que auxiliaria o cavaleiro das trevas anos depois, já como comissário de polícia.
Jim Gordon (por G. Capullo)
Pois bem, a sinopse deixa clara a ideia de colocar Gordon como o personagem central, aquele que, ainda como detetive, vai nos apresentar à cidade e a todas as suas particularidades. Mafiosos, crime organizado, políticos corruptos, todos contribuindo imensamente para a derrocada da cidade. E uma cidade assim, só poderia gerar mentes perturbadas...
Vilões insanos
Já estão confirmados Oswald Cobblepot e a jovem Selina Kyle, futuros super-vilões (o primeiro que quer voar e a segunda que brinca com sua bola de lã, rs), mas a sinopse surpreendeu por mencionar Duas Caras, Charada e até mesmo o palhaço do crime - Coringa! Além disso, teremos o jovem Bruce - protégé do detetive - e o fiel Alfred, envolvidos diretamente com a trama do episódio piloto em que Gordon investigará o assassinato de um certo casal Wayne... Sem falar na namorada do policial, Bárbara, que será a mãe da futura Batgirl, algo que provavelmente a série não chegará a abordar, mas é mais uma referência. Impossível afirmar sem assistir a algum episódio, mas parece que essa série pode se tornar efetivamente algo legal para os fãs de quadrinhos e do Homem-morcego. E esperar e conferir! O logo no início do post é o oficial da série. Não sei vocês, mas eu curti!
Lançado em 2009, o jogo Batman: Arkham Asylum mudou os jogos baseados em super-heróis. Com um roteiro inteligente e instigante, uma jogabilidade inovadora e um visual arrebatador, A Rocksteady Studios arrecadou elogios da crítica e um 10 dos fãs do homem-morcego. Como com tudo o que faz sucesso, a pergunta que veio a seguir foi: haverá uma continuação? A desenvolvedora não demorou a anunciá-la e, a pergunta seguinte demoraria alguns meses para ser respondida: conseguirão melhorar o que já parecia perfeito?
Pois veio Batman - Arkham City (2011) e a resposta chegou, como um batarangue: SIM! A nova ação-aventura stealth leva o jogo a um novo patamar. Tudo está maior, a começar pelo ambiente. A prisão do game anterior foi ampliada e agora toma toda uma região da cidade de Gotham. O novo prefeito (e ex-diretor do Asilo Arkham) Quincy Sharp murou bairros inteiros da cidade, criando a nova super-prisão. Batman, é claro, não gosta nada disso, e acaba atirado para dentro da nova prisão. Lá dentro, deve patrulhar e previnir crimes contra presos políticos, além de monitorar as ações do Coringa, Pinguim e Duas Caras, os reis do pedaço, e tentar descobrir quem é o que quer Hugo Strange (a mente por trás de Arkham City).
O início do jogo nos coloca na pele de Bruce Wayne, que é confinado na prisão e encara um fantasma do passado: Oswald Cobblepot, o Pinguim. Os bandidos olham para o rico empresário sem saber quem ele realmente é. Toda essa introdução é, visualmente, deslumbrante. Aliás, a tecnologia empregada nessa longa noite na prisão cria uma imersão digna de Uncharted ou de Heavy Rain. A jogabilidade evoluiu e nos oferece todos os bat-apetrechos já conseguidos no final do jogo anterior. Os combos são bem resolvidos e, junto da trilha sonora (de primeira), nos fazem vibrar a cada oponente derrubado. Além disso, agora o planar tornou-se algo mais atuante no jogo. Mergulhos ajudam a vencer inimigos e, com o auxílio do gancho e dos prédios, é possível viajar de um canto ao outro da cidade em poucos movimentos. Isso é extremamente interessante na tarefa de atrapalhar os planos de Bane, Charada, Zsasz, além, é claro, do Coringa.
Algumas partes são divertidas de se jogar e, emblemáticas, ficam gravadas na memória. A seguência com a Liga das Sombras, o clube do Pinguim (e sua "piscina"), o momento Donnie Darko contra o Chapeleiro Louco, o laboratório de Mr. Freeze, o momento stealth contra o Pistoleiro, entre outros. Ah, e é claro, a Mulher-Gato! Nunca um DLC foi tão esperado (e tão saboreado) pelos fãs. Poder guiá-la pela cidade, usando o chicote para alcançar pontos mais altos, é bem legal e orgânico no jogo. Sem falar de sua interferência na trama, decisiva.
Pois bem, não perca mais tempo: vá correndo jogar esse jogo nota 10 da Rocksteady! Parabéns à desenvolvedora e esperamos pelo próximo passo. O Coringa, em uma entrega de prêmios, insinuou uma continuação, já desmentida pela empresa. Mas não custa sonhar: quem sabe Batman não poderia ocupar o mundo, usando como pano de fundo a elogiadíssima série de Grant Morrison, BATMAN INC.?
Christopher Nolan é um diretor diferenciado. Todos os filmes que compõem a sua filmografia se sobressaem pelo verdade contada através dos seus personagens. Nolan usa (no melhor sentido da palavra) seus atores como marionetes na busca de desvendar um intrincado quebra-cabeça chamado mente humana. É assim em seu curta DOODLEBUG (1997), em THE FOLLOWING (seu primeiro longa, de 1998), e principalmente em AMNÉSIA (2000), onde a mente do personagem de Guy Pearce brinca de gato e rato na nossa frente.
Em 2005 o diretor assumiu a tarefa hercúlea de reavivar uma das franquias de um herói que é o próprio estereótipo de sua obra: BATMAN. Com BATMAN BEGINS (2005) ele mostrou a profundidade do personagem. Descansou um pouco a cabeça da vida do homem-morcego com O GRANDE TRUQUE (2006), obra prima cinematográfica, que mostra os números de ilusionistas como uma metáfora do cinema. Em 2008 nos brinda com o fantástico BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS, onde guiou Heath Ledger para a melhor leitura de todos os tempos do vilão Coringa: uma mente insana, guiada pela necessidade de ajudar todo mundo a enxergar o que possuem de mais negro dentre de si próprios.
A viagem continuou em A ORIGEM (2010, novamente férias do detetive de Gotham) que invade a mente humana e desbrava os sonhos e os segredos neles escondidos. Mas, como todo super-herói que se presa no cinema não sobrevive sem a palavra trilogia, Nolan voltou para completar sua obra em Gotham City.
Semana passada vazou uma gravação de alguma tela de cinema do primeiro teaser de THE DARK KNIGHT RISES, com data de estréia no ano que vem. Nolan bateu o pé que o trailer foi idealizado para ser visto primeiro nas telonas, e a Warner Bros. não liberou a prévia online... até ontem! Assista e fique com gostinho de quero mais:
Como as prévias dos filmes anteriores do homem-morcego, o teaser é curto e direto. As falas do Comissário Gordon delineiam o tom do filme. A cena final, com a feição de medo(!) de Batman frente ao que parece ser Bane confirma o que dizem as legendas do teaser: chegamos a uma conclusão épica! O diretor brinca com a ansiedade do fã... com a mente do fã... Nolan não mudou, continua intrigado com os nossos pensamentos, rs.
Gostou do que viu? Confesso que queria mais, como alguma imagem da Mulher-Gato, que estará no filme... mas é um começo. Esperemos o primeiro trailer, desse mago da psiquê humana.
Que BATMAN: ARKHAM ASYLUM é o melhor jogo de super-herói já feito não resta nenhuma dúvida (pelo menos para mim, rs). Arrisco-me a dizer que é o melhor jogo que já joguei no PS3 até o dia de hoje, mas aceito argumentos favoráveis à God of War 3, Uncharted 1 e 2 ou mesmo Heavy Rain.
Desde que finalizei o jogo e ouvi os rumores da possível continuação (insinuada já em um mapa escondido em uma sala secreta dentro do primeiro jogo) que aguardava ansioso. A cada nova notícia, a imaginação viajava longe, tentando pensar o que se passava na mente dos (brilhantes) roteiristas. O primeiro trailer já foi um arraso, com um simples diálogo entre o Coringa e a Arlequina, já em ARKHAM CITY.
Depois, seguiram-se os anúncios da aparição da Mulher-Gato, Duas Caras, do Pinguim. Por último, até o menino prodígio vai dar as caras, muito provavelmente como uma personagem DLC. Mas a melhor de todas as notícias foi saber que teríamos mais um personagem jogável no game. E o melhor de tudo: esse personagem seria a própria Mulher-Gato. Um primeiro clipe mostrava os movimentos da gatuna, mas semana passada foi disponibilizado um vídeo de jogabilidade de deixar todos de queixos caídos. Confira:
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BATMAN: ARKHAM ASYLUM (2009) é um dos melhores jogos que já joguei!
Simples assim.
Além de contar com um roteiro extremamente bem costurado e instigante em todos os seus detalhes, nos oferece, finalmente, um bom jogo do Homem-morcego, respeitando sua tradição nas HQs. Os avanços tecnológicos do PS3 (console em que joguei) ajudam a criar um ambiente para a penitenciária de Gotham City na medida certa: escuro e sinistro em seus intermináveis corredores e celas, mas também tenso em suas áreas abertas, onde a sensação de estar sendo vigiado só é esquecida por você saber quem é: BATMAN!
Basicamente, após aprisionar o Coringa (voz de Mark “Luke Skywalker” Hamill) novamente, o Cavaleiro das Trevas se vê obrigado a invadir Arkham quando o palhaço começa uma rebelião e se vê à mercê de vários de seus maiores inimigos. Contar mais só estragaria as surpresas que funcionam tão bem para o jogador.
A jogabilidade impressiona, sendo muito simples comandar o herói e utilizar todos os seus armamentos. Ser furtivo é o que mais interessa em alguns momentos e isso não foi esquecido pelos desenvolvedores: o modo detetive é muito legal e acrescenta muito na dinâmica do jogo. Você realmente incorpora o vigilante de Gotham.
O design dos blocos da prisão, os mapas a serem descobertos e utilizados, a ajuda da Oráculo, sempre presente, tudo ajuda na imersão e na diversão. Alguns momentos se tornam antológicos, como o enfrentamento com o Crocodilo nos esgotos e as batalhas psicodélicas contra o Espantalho. Além disso, os capangas espalhados pela prisão e os desafios geográficos também somam à dificuldade do jogo.
Outro ponto a ser ressaltado: Kevin Conroy entrega uma dublagem do Batman perfeita, reprisando o que já fizera em diversas animações do Homem-morcego. Longe daquele exagero gutural que, por vezes, incomoda nos dois últimos filmes do Cavaleiro das Trevas (vivido por Christian Bale) é a voz que o herói deve ter.
Batman: Arkham City, a continuação do jogo, já vem por aí, em novembro de 2011. Um trailer, revelado há poucos dias, promete um jogo tão bom quanto o primeiro. A expectativa é grande! Afinal de contas, Batman é o herói mais “comum” que conhecemos, sem poderes, e portanto, o mais fácil de personificarmos. Quem, que quando assiste a um filme do herói, não se imagina respondendo a um dos criminosos quando este pergunta: