Mostrando postagens com marcador Matthew Vaughn. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matthew Vaughn. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vale Assistir: X-MEN - PRIMEIRA CLASSE


O estúdio 20th Century Fox, quando o assunto é filmes baseados em quadrinhos, não é muito querido pelos fãs de super heróis. Isso porque produziu algumas das (consideradas) piores adaptações desse conteúdo. Responsável por Demolidor - O Homem sem Medo, Elektra, Quarteto Fantástico 1 e 2 e Wolverine, todos execrados pela crítica, a empresa carrega, entretanto, o estandarte de pioneira por ter lançado o primeiro filme sobre HQs que realmente fez sucesso, alavancando tudo o que viria depois: X-Men. O filme dos mutantes, elogiadíssimo, deu origem a duas continuações, sendo que a última acabou tendo uma recepção morna, alcançando reações positivas e negativas. Passaram-se alguns anos e, para evitar perder os direitos sobre a franquia, o estúdio apostou em uma espécie de prequel. Deixou de lado o personagem mais carismático - o canadense invocado com ossos de adamantium - e apostou em Xavier e Magneto. E acertou na mosca.

X-MEN - PRIMEIRA CLASSE (X-Men - First Class, 2011) é um filmaço, talvez a melhor adaptação de HQ já produzida com material da Marvel. É um filme que impressiona pela ampla gama de efeitos especiais (algo já esperado nesse gênero), mas que sobrevive na mente por outro motivo: é um filme que tem coração. Um roteiro, impecável, nos conta a história do encontro entre dois mutantes, Xavier e Erik (Magneto), que possuem visões sobre o mundo diametralmente opostas. Cada um entende a reação das pessoas à eles baseando-se em suas experiências pessoais. De um lado temos alguém que teve as condições de se desenvolver (e crescer) de forma tranquila enquanto do outro, encontramos alguém amargurado, sofrendo ainda o reflexo de uma infância roubada.

Escrito por várias mãos (o que, geralmente, é um péssimo sinal), teve influência direta de Bryan Singer (diretor dos primeiros dois filmes da franquia) e Matthew Vaughn (diretor de Kick-Ass), responsável pela direção desse filme. E esse envolvimento direto dos dois parece ter sido, efetivamente, muito bom para a película. A característica crítica ao racismo - ao medo do desconhecido - presente na criação de Stan Lee e Jack Kirby é abordada. A uma tentativa de entender a dificuldade do próximo em aceitar e buscar uma convivência pacífica opõem-se a visão de que os seres evoluídos devem ocupar o seu espaço na cadeia de seres, assumindo papel dominante. Dinâmico, o filme sabe balancear cenas de ação e o desenvolvimento das personagens, o que gera um sentimento de imersão ao filme: queremos saber como essas pessoas se tornaram "inimigos" no futuro.

Para quem conhece os quadrinhos, algumas mudanças narrativas são sentidas. As mais evidentes são a presença de Mística na vida de Xavier desde a sua infância e Moira Mactaggert se tornando uma agente do governo estadunidense. Mas não é nada que incomode (somente àqueles mais xiitas). Confesso que não conhecia o trabalho de Michael Fassbender (Magneto), mas esse dá um show à parte. A amargura está lá o tempo inteiro, traço característico de Magneto. A cena do mutante na Argentina é digna de todos os elogios. Jennifer Lawrence (Mística) ganhou uma personagem mais interessante do que tinha Rebeca Romijn nos outros filmes, e dá conta do recado com maestria. As sequências em que dialoga com Magneto são sempre interessantes. James MacAvoy (Xavier) confere mais veracidade nesse filme do que, talvez, em todos os outros filmes em que atuou. A leitura da mente de Magneto em determinado momento do filme é emocionante. Um filme com coração, como disse antes.

O filme também traz Kevin Bacon no papel de Sebastian Shaw - líder do Clube do Inferno - um vilão convincente e que foi bem encaixado à trama. Outro trunfo do roteiro foi saber utilizar a crise dos mísseis de Cuba como pano de fundo. Esse momento tenso histórico casa com a tensão presente no último terço do filme, culminando na fantástica cena final, que envolve uma moeda que ilustra a cisão de valores dos personagens principais.

Do ponto de vista técnico, o filme investiu em uma retomada do visual clássico dos quadrinhos. Os uniformes deixam de lado o negro dos outros filmes e aposta em uma mistura de azul e amarelo que, na fase de marketing do filme, devido à utilização de posteres muito mal planejados, chegou a assustar. Entretanto, no filme eles funcionam muito bem, de forma orgânica. A fotografia acompanha esse conceito e a boa trilha sonora só confirma a forma competente com que esse filme foi executado. Ah, e os efeitos especiais dos poderes? Não decepcionam, sendo muito legais as cenas de enfrentamento entre os mutantes. Além disso, algumas participações especiais rendem boas risadas por parte do público que já acompanha a franquia desde o seu início.

Já disponível em DVD e Blu-Ray, é uma ótima pedida para o conforto do seu lar. Não deixe de conferir! A Liga adorou!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mutantes polêmicos...


O que é ser diferente? É bom? Ruim? Como as pessoas lidam com aquilo que é diferente?

Quando, em 1963, Stan Lee e Jack Kirby criaram os X-Men, para o selo de HQs MARVEL, levantaram esse debate dentro do mundo dos super-heróis. Determinadas mutações, que normalmente se manifestavam na puberdade (ótima metáfora para as mudanças por que todos passamos nessa época), determinavam características (ou poderes, se preferir) únicos. Duas leituras surgem: serão eles a evolução ou monstros, incapazes de viver em sociedade? E essa premissa rendeu (e rende até hoje) ótimos arcos de história para a equipe de mutantes de Charles Xavier, que defende a coexistência pacífica entre as duas "raças". A característica multicultural da HQ, com personagens de todas as partes do mundo (inclusive Brasil) foi decisivo para angariar uma multidão de fãs.

Toda essa popularidade levou ao inevitável: expansão para TV e cinema. Primeiro com desenhos que fizeram muito sucesso nos idos de 1990, com uma das aberturas/música mais lembrada de todos os tempos...


Em 2000, o cinema assiste ao retumbante sucesso da adaptação de Bryan Singer para as telonas. X-MEN colocou a MARVEL efetivamente nos cinemas (algo que somente a DC conseguira antes) e criou a febre das adaptações de HQ que temos testemunhado nos últimos anos. X2: X-MEN UNITED veio em 2003, e Singer melhorou o que já havia feito no primeiro. Uma ótima história muito bem desenvolvida; personagens vibrantes, que pareciam ter saltado dos quadrinhos para a tela, com profundidade e atitude, e um final que comoveu até aqueles que não conheciam a história da Jean Grey. Em 2006, a controvérsia. Brett Ratner dirigiu X-MEN: THE LAST STAND, depois de a DC ter convencido Bryan Singer a fazer o reboot de Superman. Muitos fãs não gostaram do filme, mas eu, particularmente, acho muito bom. Tem a velocidade e a intensidade das melhores histórias dos mutantes na minha opinião. Enfim, uma grande franquia cinematográfica, que depois deste puxou o freio de mão... até agora!

Na semana que passou, foi divulgado o primeiro trailer de X-MEN: FIRST CLASS. A história usa o panorama dos anos 60 para nos (re)apresentar a Charles Xavier e Erik Lehnsherr e suas diferentes visões de como o mundo deve entender os mutantes. Diversos personagens dão as caras no trailer, como Moira, Mística, Fera, Emma Frost. Até o Clube do Inferno e Sebastian Shaw estão lá. Li muitos comentários sobre o trailer. Uns pediam mais ação. Outros reclamaram do clima do filme, uma espécie de X-men encontra 007. Eu gostei bastante. Achei tenso e denso, com uma premissa muito interessante de usar a crise dos mísseis em Cuba como pano de fundo. Além disso, os últimos trabalhos do diretor Matthew Vaughn (Stardust, Kick-Ass) o credenciam, tornando-o merecedor de um voto de confiança.

O filme será lançado em 3 de junho de 2011. Sei que estarei na fila, para assisti-lo. E você? O que acha do diferente? Como o trataria? Comente o trailer, o post. Deixe suas impressões!