domingo, 26 de janeiro de 2014

daPoltronaCast: The Walking Dead

O terceiro episódio do daPoltronaCast discute o universo de "The Walking Dead" nas HQs, nos videogames e na televisão.
Tem a discussão divertida e acalorada de sempre, e até o errado convencendo o certo.

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sábado, 25 de janeiro de 2014

50 Tons do Cavaleiro das Trevas

Após muita arte falsa, finalmente a Focus Features revelou o primeiro pôster da adaptação do bestseller erótico "Cinquenta Tons de Cinza", que está sendo dirigindo por Sam Taylor-Johnson com Jamie Dornan (da série "Once Upon a Time") e Dakota Johnson ("Rede Social") como os protagonistas Christian Grey e Anastasia Steele.

A arte é claramente um convite, portanto apenas um teaser, que mostra Christian de costas com Seattle ao fundo. O tal convite vai fazer parte de uma turnê de outdoors por 5 cidades dos EUA fazendo uma contagem regressiva pro dia dos namorados americano de 2015 (13 de fevereiro), que é quando o filme estréia lá.

O curioso é comparar o protagonista milionário e sadomasoquista Christian Grey com outro milionário famoso da ficção, talvez tão sadomasoquista quanto, Bruce Wayne, o Batman. O pôster faz clara alusão ao pôster de "O Cavaleiro das Trevas", que mostra Batman de costas olhando pra Gotham City. Esperamos que tamanha ousadia de não divulgar o filme como um romance erótico do Nicholas Sparks seja um bom sinal.

Por outro lado temos novos tons na novela Superman vs. Batman vs. Toda a Liga da Justiça. Adiado de julho de 2015 pra maio de 2016, a sequência de "Man of Steel" com o Cavaleiro das Trevas não terá suas gravações igualmente adiadas, o que pode indicar que a provável terceira parte, que traria a formação da Liga da Justiça, vai ser gravada ao longo de 2015. Tal manobra daria aos produtores e diretor (ou seriam diretores com Ben Affleck assumindo dois cargos no terceiro filme?) tempo de montar tudo. Por isso, o premiado diretor e nem-tão festejado ator "The Middle Man" da Fox, que ele produz.

Ben Affleck, que assume o papel de Batman, teve de abrir mão de dirigir o episódio-piloto da série "

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Y e Torre Negra em atualização

Há cerca de 10 anos em desenvolvimento para ganhar uma versão cinematográfica, a HQ "Y - O Ultimo Homem" ganhou uma atualização que pode vir tanto para o bem quanto para o mal. Brian K. Vaughan, roteirista e autor da HQ ao lado de Pia Guerra, revelou que se a New Line, atual detentora dos direitos de adaptação, não produzir o filme nos próximos meses, perderá os direitos.

Anos atrás o filme esteve nas mãos frágeis de D.J.Caruso, aproveitando o sucesso de "Paranóia" e "Controle Absoluto", e com Shia Labeouf, astro dos dois filmes do diretor, como o jovem protagonista que é o ultimo homem da Terra, após uma inexplicável catástrofe que mata todos os machos, e muda completamente as regras na sociedade. Atualmente o filme foi colocado sob a direção do desconhecido curta-metragista e nerd Daniel Trachtenberg, sob a usualmente pouco criativa produção de David Goyer.

Se isso fará a New Line acelerar a produção, só o tempo dirá, já que tivemos há pouco tempo o exemplo da Fox, que em cima do prazo fez novo acordo com a Marvel pra continuar com os direitos do "Quarteto Fantástico", ganhando mais tempo pra iniciar sua produção, ao devolver os personagens do "Demolidor". É notório entre os fãs de "Y" que a já finalizada HQ ficaria muito melhor no formato televisivo (talvez em no máximo 5 temporadas?), que em filmes que mutilarão a obra.

Outro projeto travado ganhou nova atualização esta semana. A serie de romances de Stephen King "A Torre Negra", igualmente há anos esperando pra ser adaptada está nas mãos do irregular Ron Howard ("Apollo 13", "Uma Mente Brilhante", "O Código DaVinci") e seu produtor favorito Brian Grazer ("24"), num projeto que envolveria três filmes e uma serie de TV. O romance já foi em parte adaptado com sucesso nas HQs, e a serie televisiva poderia cobrir este trecho da história.

Javier Bardem já teve seu nome amplamente atrelado aos filmes, mas estúdios estariam se negando a bancar o projeto que mistura muita fantasia e velho-oeste (num universo tão grande que cobre até mesmo o do filme "O Nevoeiro"). Mas o festejado Aaron Paul (da serie "Breaking Bad") revelou durante o Festival de Cinema de Sundance que teve diversas conversas com o diretor sobre o projeto, e estaria disposto a viver o complexo protagonista.

Assim como "Y", ainda não se sabe se o envolvimento de Aaron Paul, que vai testar sua popularidade em março na adaptação dos videogames "Need For Speed", seja algo que vá atrair investidores e tirar o projeto da gaveta. Mas estamos torcendo pra que todos façam jus ao material fonte.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

"Nada importa: apenas nós, as câmeras e essas pessoas maravilhosas no escuro"

Fade in.



Um escritor sem dinheiro. Dois cobradores em perseguição. Um pneu furado. Um palacete aos pedaços. Uma atriz que ainda se considera uma estrela. Um mordomo que não mede esforços para pintar o mundo como a sua patroa o quer ver. Ser cinéfilo nos dias de hoje tem suas vantagens: é fácil ir atrás dos clássicos! E nessa busca, os filmes de Billy Wilder tornam-se obrigação, como o estupendo Crepúsculo Dos Deuses (EUA, 1950).

Algumas obras exalam a mídia que representam, levando-nos a observar os detalhes que envolvem tal entretenimento. O filme em questão, desde o belo plano sequência que o inicia, grita cinema a cada novo fotograma. Temos a Sunset Boulevard - do título original em inglês - que dá passagem à polícia que segue em direção ao local de um homicídio. E é na piscina, boiando, que conhecemos o narrador, que nos acompanhará de forma cínica ao longo de todo o flashback que consome a maior parte da película.

"Eles acham que os atores improvisam tudo na hora."

Joe Gillis (William Holden), o escritor sem dinheiro, parece ser o alter-ego de todo iniciante na indústria cinematográfica, que antes de se estabelecer corre atrás de qualquer bico que surge. Existe uma crítica evidente à forma como roteiros são comercializados e como o lucro sobrepuja a arte em si. Joe coloca em dúvida até o reconhecimento do público ao trabalho dos roteiristas, às vezes relegados a uma única linha dos créditos.

"Eu sou grande! Os filmes que se apequenaram!"

Norma Desmond (Gloria Swanson), a atriz de que falo na introdução, vira o exemplo maior do quão trágico pode ser não saber desacoplar o mundo do entretenimento do dia a dia da vida real. Mais do que isso, a personagem nos leva a refletir o quanto o cinema depende de suas estrelas e vice-versa. Sentimos pena, medo e condescendência para com ela, mas também vibramos quando ela retoma algo de seu passado de sucesso. 

Além deles, temos Artie e sua noiva Betty, amigos e também parte do mercado, o mordomo Max e até mesmo uma ponta de Cecil B. DeMille, instigando nossa curiosidade a respeito dos contornos que a estória toma e valorizando um certo suspense não declarado e muito bem construído pelo roteiro e seus realizadores.

Os filmes P/B tendem a valorizar a fotografia, mas este é um primor em sua direção de arte como um todo. Figurino e ambientação (em especial do palacete/prisão de Norma) são um capítulo à parte, nos ajudando a mergulhar no mundo daquela mulher e de suas neuras. As escolhas de direção de Wilder tornam-se vibrantes na forma como Swanson defende sua personagem. Cenas como a do chimpanzé e a homenagem a Carlitos são fortes e cheias de significado!

A sequência final é a cereja do bolo. Bem orquestrada, ela claramente define as bases da cultura cinematográfica. O senso do que é real e o que é ficção entram em choque, criando uma mistura que sintetiza o filme e a sua indústria, dando brecha para uma suave quebra da quarta parede.

"Nada importa: apenas nós, as câmeras e essas pessoas maravilhosas no escuro."



Fade out.