segunda-feira, 25 de abril de 2011

Welcome to FABLETOWN!



Assistir ao filme A GAROTA DA CAPA VERMELHA e comentá-lo para a Liga acabou criando a oportunidade perfeita para recomendar uma HQ que há muito queria indicar.

E se os vários personagens dos contos de fada vivessem no nosso mundo? Mais precisamente em Nova Iorque, em um bairro conhecido por eles como Fabletown? Pois é essa a premissa que o brilhante Bill Willingham criou para o selo Vertigo, da DC. As fábulas foram expulsas de suas terras fantásticas por um inimigo desconhecido, chamado de O Adversário, e vieram para o nosso mundo. Aquelas que não conseguem se "misturar" com os humanos (como monstros e animais antropomórficos) vivem no campo, em um local conhecido como A Fazenda.

FÁBULAS (FABLES, iniciado em 2002) é uma HQ vibrante e muitíssimo interessante, por tentar reimaginar a história de muitas figuras que povoam nossa imaginação desde sempre. Branca de Neve e o Lobo Mau ocupam papel de protagonistas, sendo a primeira a administradora de Fabletown e o segundo, o chefe de segurança. Eu poderia perder linhas e mais linhas citando os muitos personagens que surgem em diversos arcos de história, mas prefiro indicar uma leitura obrigatória antes de começar a série: FÁBULAS - 1001 noites.


Nela é possível encontrar a história da "nova" origem de vários personagens que depois serão importantes na série, que continua a ser publicada até hoje lá fora e vem sendo traduzida para nós, brasileiros, pouco a pouco. Já foram disponibilizados 7 volumes que procuram agrupar arcos de história completos.

É muito legal ler as criações do roteirista, com arcos vibrantes que fazem ótimo uso dos conceitos pré-existentes dos mais diversos personagens. A arte também é sublime, por conta de Mark Buckingham, Lan Medina, Steve Leialoha e Craig Hamilton. Ressalto, em especial, as bordas de cada uma das páginas, todas trabalhadas de forma detalhada, trazendo referência ao personagem em foco no arco em questão.

Recomendação máxima. Comece a ler e veja se não será capturado pelas aventuras dessas fábulas. Sem falar que você não irá descansar até descobrir quem é O Adversário... e não sossegará até que ele seja derrotado!

É para ver melhor!!!!


O que acontece quando uma menina, trajada com um belo capuz vermelho, decide visitar sua vovó, que vive em uma casa afastada, no meio de uma floresta?

É, eu imagino no que você está pensando: eu conheço essa história.

Sim, estou falando da Chapeuzinho Vermelho, que pretende levar doces para a vovozinha e acaba se colocando à merce do Lobo Mau, personagem corriqueiro nos contos de fadas clássicos, seja querendo devorar a velhinha ou assoprar até derrubar as casas de certos porquinhos.

Os contos de fadas existem desde sempre, povoando a infância de todos nós. São pequenas estórias que sofrem pequenas modificações com o passar dos anos e que buscam não só entreter, mas também ensinar algo às criancinhas. Em uma época povoada por releituras modernas do que já é conhecido há tempo, não seria esse conto que fugiria à nova regra.

Sarah Blakey-Cartwright foi a responsável por escrever essa visão moderna do conto da Chapeuzinho Vermelho. Intitulado A GAROTA DA CAPA VERMELHA (RED RIDING HOOD no original), o livro pinta com novas cores a estória, mostrando Valerie, que vive em uma vila assolada por um Lobisomem há décadas. Quando a irmã da garota é atacada, começa um jogo de gato e rato onde todos possuem seus segredos e são suspeitos.


A adapatação para o cinema, homônima, acaba de chegar às telas tupiniquins. Dirigido por Catherine Hardwicke (diretora do primeiro filme da série CREPÚSCULO), o filme surpreendeu-me positivamente. Como não li o livro, a trama conseguiu me capturar, perdurando a dúvida de quem era o Lobisomem.

É bem verdade que o filme bebe muito na série Crepúsculo, não faltando o seu triângulo amoroso (apesar deste ser muito fraco e não emplacar como tal). As panorâmicas também estão presentes à exaustão, insistindo sempre em querer nos envolver pelo ambiente. São belas imagens, mas que em certos momentos cansam.

Amanda Seyfried triunfa ao passar a imagem de alguém inocente e, ao mesmo tempo, lascivo. Parece sem sentido dizer isso, mas ela realmente consegue isso, como já fez em Big Love. Além disso, o belo contraste da neve, dos olhos da atriz e da capa vermelha dão um tom interessante à diversas cenas. Já as outras duas pontas do triângulo não estão à altura. Ou melhor, Shiloh Fernandez (Peter) tem uma atuação sincera e competente, enquanto Max Irons (Henry) parece assustado em todas as suas cenas, impossibilitando o real surgimento do enlace romântico.


A trilha sonora também merece um elogio. Os arranjos, muitas vezes pontuados por guitarras, empolgam e assustam na hora certa. O Lobo digital desse filme perde um pouco para os da série Crepúsculo, mas cumpre bem o seu papel. Mas há um certo elefante em cena que, na minha opinião, fica meio deslocado...

Enfim, o filme diverte e pode ser encarado como uma boa sessão da tarde. Ou de final de domingo, como foi o meu caso. Bom entretenimento. Afinal, como a própria Chapeuzinho pergunta para a sua Vovó, "Para que esses olhos tão grandes?".

Acesse o site oficial para saber mais informações sobre o filme e assistir ao trailer.

E bom filme!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A hora da Amazona



David E. Kelley (produtor de Chicago Hope, The Practice, Boston Public e Ally McBeal) é o responsável por uma das séries mais esperadas da nova safra: Wonder Woman. Sim, depois de vários anos a Mulher-Maravilha voltará a ter uma série de TV.

Estrelada por Lynda Carter, a primeira versão da série foi ao ar nos anos 70, transformando a modelo / atriz em simbolo sexual para uma época. Com bons roteiros e arte / efeitos visuais pseudo-tosqueira, fez muito sucesso entre os jovens da geração.


Como tem se tornado cada vez mais corriqueiro no entretenimento estadunidense, o remake procura aproveitar a onda de super heróis no cinema. A DC assistiu nos últimos anos a Marvel navegar nos mares cinematográficos com bons ventos e tem buscado se recuperar. Batman, Lanterna Verde, Superman e, agora, a Mulher-Maravilha.

Gosto da série antiga, possuindo as temporadas em DVD, e a notícia me deixou curioso. Como tudo que envolve a amazona de Temiscera era sempre desmentido na sequência, esperei por mais confirmações. Quando começaram a surgir nomes de pessoas envolvidas, o projeto demonstrou ser real.

A nova intérprete é Adrianne Palicki. A bela atriz, pelo menos fisicamente, se encaixa no perfil da heroína. Mas sua primeira foto já ocasionou a primeira polêmica entre os fãs. Tudo por conta de um uniforme com mudanças (já esperado), mas que estavam afastando-se da mística da Mulher-Maravilha.


Os fãs, como sempre, se manifestaram. E conseguiram atingir os ouvidos certos. Novas imagens, já das filmagens, trouxeram um novo desenho do uniforme, muito melhor. Por enquanto só fotos. Mas fique de olho na Liga. Assim que surgir um trailer, todos poderão conferir aqui.


Fique por enquanto com um pequeno clipe da antiga série, muito legal.


Mais 1 vídeo para ThunderCats


Juro que a Liga não está sendo patrocinada pelos produtores de ThunderCats. Até gostariamos, mas não, rs. O fato é que realmente esse foi um desenho que marcou minha geração e a cada notícia, mesmo que simples, só faz aumentar a ansiedade. Mal comparando, é como se amigos que há muito não via estivessem se preparando para fazer uma visita.

Na WonderCon foi divulgado um novo vídeo. Nele, a história começa a ser revelada um pouco mais. Várias cenas novas com relação aos teasers anteriores, com direito a "balé" de Cheetara, ao defender os amigos. Vislumbres do (acredito seja) Escamoso durante o ataque dos mutantes a Thundera, e o rosto característico de Mumm-Ra.

Destaque para Lion-O empunhando a espada justiceira e proferindo o grito de guerra mais conhecido dos Gatos do Trovão. Fique de olho também para a nova roupagem da velha música, que se insinua quando o letreiro final é mostrado. Confira: